sábado, 23 de abril de 2011

Can't Keep.



"Longa é a estrada…

E todos os dias
meto os pés ao caminho."

Do ImprovávelPoeta


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tim Hetherington' movie.

Diary (2010) from Tim Hetherington on Vimeo.

Enquanto isso em Misurata, Líbia - In memorian.


"When I give talks or lectures people often ask me my personal feelings about war, usually I dodge the question. Sometimes I say that I don't expect my pictures to stop wars, but rather I hope they help citizens to understand what going to war means. On that level at least, I think the Tal Afar pictures fulfill my goals as a photographer; for they shine a rare and unsparing light onto war's brutal-yet-routine realities. And people should know about them."

‎"Exultant Commander" - MONROVIA, LIBERIA - JULY 2 - CRIS HONDROS - March 14, 1970 – April 20, 2011*.







"For me, the utility of my work is very important," he said, "Where can we push documentary? where can we put it? because for me, that's what differentiates me from an artist.".

Liberia Retold - LIBERIA - TIM HETHERINGTON - 5 December 1970* - 20 April 2011+.




Minhas saudações a estes olhos enganjados, propostos em nos mostrar o mundo, duro mundo, diferente das propagandas de refrigerantes e celulares...

Sexta-feira da paixão+Earth day.

Não há melhor dia para mostrar isto novamente, preste atenção ao que ele disse em 1996, e lembre de Realengo, kosovo, 11 de setembro, de gatos e pessoas, etc...

Bom, eu tenho apenas esperança...

Como ele diz, Sartre afirma que nada pode mudar o mundo se não for vontade de todos. Não desse jeito, não foi assim que eles falaram... mas bem que me parece.


Dulcissime.




Dulcissime

Dulcissime, Ah!
totam tibi subdo me!


Soprano: Kathleen Battle
Carmina Burana.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XIV.




Os aliens

talvez você não acredite
mas há pessoas
que passam a vida
sem o menor
atrito ou
agonia
eles se vestem bem, comem
bem, dormem bem
estão satisfeitos com a vida
em família.
eles têm momentos de
melancolia
mas no geral
não são incomodados
e, frequentemente,
sentem-se
muito bem quando morrem
é uma morte fácil, geralmente,
dormem.
talvez você não acredite
porém essas pessoas existem.
mas eu não sou
uma delas
ah não, eu não sou
uma delas
eu nem chego perto
de ser
uma
delas
mas elas estão

e eu estou
cá!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Na alcatéia.

(Foto: Muhammed Muheisen/Associated Press)

Menino participa de manifestação na capital do Iêmen, contra o ditador Ali Abdullah Saleh.


"Podemos estar enfrentando uma crise de ideologias, mas nunca de ideais, de lutar por justiça social. Povos oprimidos, pessoas perseguidas, todos os gêneros de ditadura são terríveis, de direita ou de esquerda."

(Ernesto Sabato)





É, cabeção, ainda bem que todos os muros caem um dia.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

No covil: Pensamentos XIV.






"Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu."

(Mahatma Gandhi)





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XV.


Germinal


os vencidos, arrastados pelo mundo,
o sol na carne, a dor do sereno, os pés ardentes.
sem pão, casa, afeto, cheios de pecados.
o céu os espera, deus é quem quis assim
e alastra dores.

os sinos da cristandade anunciam o sol das oportunidades.
calvino diz: 'sem dinheiro não há eleitos'.

os vencidos, os esquecidos, ninguém se lembra que são fortes.
resistiram à degradação do caráter pela intoxicação burguesa.
a burguesia é a ferrugem da alma.

protegem seus filhos do hálito da miséria.
a miserabilidade quase os vence na luta por migalhas.
a esperança é uma roupa velha, uma oração silenciosa,
as pegadas aram o chão que não os pertence.
os corpos murcham pela ação dos quatro elementos.
o frio dói menos que o cinismo do direito natural.

os vencidos se arrastam como restos humanos
deus é permitido, marx fescenino,

só um pouco de sossego, pão, pouca pressa, um balanço, um filho com livro nas mãos,
um lugar pra descansar o cadáver.


Sávio Notarangeli.


domingo, 10 de abril de 2011

Às vítimas de Realengo: Todos nós.





Não esqueçamos as crianças...

As armas e esta religião de vitrine de "culpa e recompensa" criam suas vítimas, sempre. Junto a isto, a impossibilidade de pararmos de criar loucos, de massacrarmos a diferença, até ressurgir dos despojos o vômito que nos suja também. Não, não quero encontrar culpados, a culpa já é a que vivemos, com muito pouca tolerância ao diferente e a impossibilidade de conviver com o direito do outro. E isto moe carne humana, e cria monstros. A minha esperança é que nascem também os idealistas, mas estes são mortos por este sistema cruel e psicopata, sempre.

Lembro da lápide sobre o túmulo de Luther King, "Finalmente sou livre."...

Enquanto houver situações como as que criamos, de intolerância e violência, só assim, mortos, seremos realmente livres desta roda viva. E eu preferia, para as crianças, só um lugar para brincar.


Well, you've cracked the sky.
'Scrapers fill the air,
But will you keep on buildin' higher
'Til there's no more room up there?
Will you make us laugh?
Will you make us cry?
Will you tell us when to live?
Will you tell us when to die?
I know we've come a long way.
We're changin' day to day,
But tell me,
where do the children play?



sábado, 9 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Zen em quadrinhos II.


E Sartre nos avisa sobre a má-fé.



(clique na imagem para aumentar)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dias sem lua.






"O mundo assim como está não é suportável, por conseguinte, preciso da lua, da felicidade ou da imortalidade, de qualquer coisa que seja loucura, talvez, mas que não pertença a este mundo." Camus.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bolsa família: Pobre deveria morrer de inanição.



Cálculos do Institutos de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostram que a cada real repassado pelo programa, o Produto Interno Bruto brasileiro aumenta R$ 1,44. Ou seja, o Bolsa Família teve o mérito de retirar 3 milhões de pessoas da extrema pobreza, mas também fazer rodar a roda da economia em comunidades do interior do país.

Mas, como em todo o lugar, tem um chumaço de gente que acredita que pobre tem que morrer de inanição.

Ouvi de um comerciante de uma pequena cidade do Nordeste que essa coisa de Bolsa Família é dar dinheiro para vagabundo. E que o governo “distribuir dinheiro” a torto e direito estava fazendo com que muitas pessoas pobres deixassem de trabalhar.

Assumindo que isso não seja preconceito e sim verdade e que não seja exceção e sim a regra (simplismo que só uma pessoa que tem dois neurônios, o Tico e o Teco, apoiaria), só há uma conclusão útil: os empregadores dessas localidades devem estar pagando muito, mas muito mal a mão-de-obra para que ela desista de trabalhar por uma merreca furada como o repasse médio do Bolsa Família.

Blog do Sakamoto.




Assino aonde?