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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Silêncio...



Macondo é meu estado de ânimo, que agora chora. 
As mariposas se recolhem, e esfregam suas lindas asas amarelas,
 baixinho, quase... 

em silêncio.

"pra sempre nos campos de morango...

o enterro do patriarca..."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Saudações Lupinas: Morreu um homem, fica o mito.




...

Não importa quão estreito o portão
Quão
repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

Valeu, Madiba!

domingo, 20 de outubro de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Slavoj Žižek!




Um pouco do anti-pós-modernista, Marxista, Hegeliano e Lacaniano!

#

terça-feira, 23 de julho de 2013

Sistema parasitário.



"O capitalismo é, na essência, um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante algum tempo uma vez que encontra o organismo ainda não explorado do qual pode se alimentar, mas não pode fazê-lo sem prejudicar o hospedeiro nem sem destruir cedo ou tarde as condições de sua prosperidade ou até de sua própria sobrevivência."

Zygmunt Bauman.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Meu monstro preferido: A hidra de lerna.


Realmente, o capitalismo é um monstro como a hidra de lerna, da mitologia grega, que se cortada uma cabeça nascia outras em seu lugar, seria assim o capitalismo em suas crises contumazes, mas tem duas coisas que ele não consegue resolver mesmo parecendo eterno, e nem vai tentar, a questão da exclusão social, pois precisa da reserva de mercado e do custo baixo e lucros altos, e daí o monopólio, holding e corporações internacionais que acabam com a concorrência - Quem pode regular isso?. E ainda os problemas pós-modernos, como o extrativismo ecológico, a questão moral da biogenética, o made-yourself - impressora 3D e nanotecnologia - e a propriedade intelectual.

Hidra de Lerna 

Como a expressão "tiro no pé" está na moda, vou com dois pontos, o primeiro tiro no pé do capitalismo é apresentar produtos que são associadas ao "vida boa", como se fosse necessária para, no eudemonismo, ser feliz, e por um lado alguns não terão nunca esta possibilidade, pelo próprio conceito da reserva de mercado da mão de obra, e que se todos tivessem esta possibilidade, nós precisaríamos de diversos planetas para cobrir a "demanda", o segundo seria a facilidade em que a livre concorrência vira monopólio, pelo mesmo motivo, o lucro no spread de ações.


Dois tiros nos pés aleija qualquer um, sem atirar nas cabeças, mas para de andar.

Sem considerar realmente a crise econômica mundial, que a meu vê, advêm da política de rentismo, que não precisa de produção e menos ainda de investimento na produção, o chamado capital especulativo investe na dívida do estado, no empréstimo individual e na flutuação da moeda, lucrando para onde o barco virar - pouco se importando com o custo-Brasil, que pode até ser mais caro, mas somos uma democracia e com regras bem melhor definidas que os outros do BRIC. Temos, sim, uma crise que vem do "capitalismo de estado", no loteamento do público em prol do privado, como escola, hospitais, e transporte urbano nas cidades-negócios, e agronegócios no interior - e desta relação descende a corrupção nos lobbies e os interesses eleitoreiros e particulares dos políticos, que aborrecem os "contribuintes" e eleitores.

Outra, e que é exemplar na primavera árabe, mesmo com seus paradoxos, mas a luta do povo para se libertar, ora dos poderes teocráticos e patrimonialista internacionais e corporativos dos tempos de hoje, ora por liberdade de todas as ditaduras, e que sirvam de modelo ao mundo, e referência para nos mostrar onde já estamos, e principalmente para onde não queremos ir, ou voltar.

o0o

Mas facilmente dá para lembrar Graciliano Ramos, quando prefeito de Palmeira dos Índio em 1929, que disse em um dos seus relatórios: “Bem comido, bem bebido, o pobre povo sofredor quer escolas, quer luz, quer estradas, quer higiene. É exigente e resmungão. Como ninguém ignora que se não obtém de graça as coisas exigidas, cada um dos membros desta respeitável classe acha que os impostos devem ser pagos pelos outros”.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Aqueles foram...



“Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário.”

Primeiro capítulo de “Um Conto de Duas Cidades”
de Charles Dickens, 1812-1870.

domingo, 4 de novembro de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Trem em movimento...


"Você não pode ser neutro num trem em movimento" 
Howard Zinn.
*Nova Iorque, 24 de agosto de 1922 +Santa Mônica, 27 de janeiro de 2010






terça-feira, 1 de maio de 2012

Ainda com fome!




"Sou cidadão, sou mineiro, sou cidadão limitado por fronteiras fatais. Creio no homem, creio na justiça, creio na liberdade. Desejo que a vida de meus filhos e de todos os que vierem depois de mim seja melhor do que a minha. Desejo firmemente a utopia. Creio na utopia. Afinal, o Brasil não precisa ser permanentemente infeliz. Precisamos ter pressa e urgentemente ter orgulho do Brasil."


Otto Lara Resende,São João del-Rei, 1 de maio de 1922 - Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1992.


Nesse 1º de Maio, dia do Trabalho, com história de lutas contra a injustiça e o abuso das empresas, homens, contra trabalhadores, outros homens.

Há anos, 31 para ser exato, tivemos atentados com bomba, pela direita e militares, que forjavam situações contra os trabalhadores na festa do Riocentro, tentando reinstalar o terror e o medo. Hoje temos os mesmo shows, mas estamos com muitos daqueles na elite, os representantes daquela época, o movimento de forças os colocou no poder, com luta e perdas inquestionáveis, mas... Pouco mudou, e aquela festa que era representação da luta, passou a ser uma idiotização da luta, com intuito de festa ideológica e improdutiva, como se não tivesse mais nada para evoluir, a não ser as questões de classes sindicais específicas ou direitos trabalhistas individuais e egoístas sem expressão social.

Naquelas dias, Gonzaguinha disse: "No meio do espetáculo, durante o espetáculo, explodiram, eu disse explodiram duas bombas.", creio, que estas bombas serviram para fortalecer a idéia, o movimento, mas elas não mais ecoam em nossa sociedade.

E quem nos representa, e são os senhores da hora, sentam abastados sem revolta e indignação, não nego que evoluimos, mas afirmo, com a mesma convicção, que continuamos com fome.

Vamos a luta!?

Essa música e esse menestrel ainda estão vivos.



sábado, 7 de janeiro de 2012

O estrago do liberalismo.



"Não é da bondade do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que podemos esperar o nosso jantar, mas da consideração em que eles têm o seu próprio interesse. Apelamos, não para a sua humanidade, mas para seu egoísmo, e nunca lhes falamos das nossas necessidades, mas das vantagens deles"


Adam Smith.


"Na sociedade capitalista a alienação tem duas faces: o proletário aliena-se porque nesse acto produtivo que é o trabalho ele é escravo do desejo de lucro que constitui a obsessão do capitalista (este reduz o operário a uma condição animalesca); o capitalista também está alienado (separado da sua humanidade): obcecado pelo desejo de lucro, de acumulação de riqueza, torna-se escravo desse desejo, não é um homem entre os homens, mas o lobo insaciável que devora e consome a vida dos outros."


Carl Marx.



 Contra o estrago do liberalismo, recuperar o Marx filósofo.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19334


sábado, 8 de outubro de 2011

A coisa mais importante do mundo.



Discurso de Naomi Klein, ativista militantes anticapitalistas Canadense.

Na Assembleia Geral do movimento Ocupar Wall Street

...

Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria.

Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.

Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.

Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo.

...

http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9518%2Fa-coisa-mais-importante-do-mundo

http://nicka77.wordpress.com/2009/02/13/naomi-klein/


Alguém espera a primavera americana?



terça-feira, 26 de abril de 2011

Chernobyl: Um preço muito caro por nossa arrogância.




A contaminação de Chernobyl na Ucrânia foi escondida pelo governo até o último momento, contaminou 7 vezes mais que as duas bombas atômicas, em Nagasaki e Hiroshima na que foi considerada a guerra das guerras, e o preço de Chernobyl é pago até hoje.


Cuidemos de Fukushima.




quarta-feira, 20 de abril de 2011

Na alcatéia.

(Foto: Muhammed Muheisen/Associated Press)

Menino participa de manifestação na capital do Iêmen, contra o ditador Ali Abdullah Saleh.


"Podemos estar enfrentando uma crise de ideologias, mas nunca de ideais, de lutar por justiça social. Povos oprimidos, pessoas perseguidas, todos os gêneros de ditadura são terríveis, de direita ou de esquerda."

(Ernesto Sabato)





É, cabeção, ainda bem que todos os muros caem um dia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XV.


Germinal


os vencidos, arrastados pelo mundo,
o sol na carne, a dor do sereno, os pés ardentes.
sem pão, casa, afeto, cheios de pecados.
o céu os espera, deus é quem quis assim
e alastra dores.

os sinos da cristandade anunciam o sol das oportunidades.
calvino diz: 'sem dinheiro não há eleitos'.

os vencidos, os esquecidos, ninguém se lembra que são fortes.
resistiram à degradação do caráter pela intoxicação burguesa.
a burguesia é a ferrugem da alma.

protegem seus filhos do hálito da miséria.
a miserabilidade quase os vence na luta por migalhas.
a esperança é uma roupa velha, uma oração silenciosa,
as pegadas aram o chão que não os pertence.
os corpos murcham pela ação dos quatro elementos.
o frio dói menos que o cinismo do direito natural.

os vencidos se arrastam como restos humanos
deus é permitido, marx fescenino,

só um pouco de sossego, pão, pouca pressa, um balanço, um filho com livro nas mãos,
um lugar pra descansar o cadáver.


Sávio Notarangeli.