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terça-feira, 10 de junho de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A Bósnia é aqui?



Não somos mais o Haiti, somos a Bósnia, ou não há similaridade? Um movimento contra o modelo do sistema capitalista e sua corrupção somatizada.

Zizek ainda é preciso.



Por Slavoj Zizek, Guardian | Tradução: Vila Vudu

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Os eventos fizeram surgir teorias da conspiração (por exemplo, que o governo sérvio teria organizado os protestos para derrubar o governo bósnio), mas é preciso ignorá-las firmemente, porque, haja o que houver por trás das manifestações, o desespero dos manifestantes é autêntico. Fica-se tentado a parafrasear aqui a famosa frase de Mao Tse Tung: há caos na Bósnia, a situação é excelente!

Por quê? Porque as exigências dos manifestantes são as mais simples que há – emprego, uma chance de vida decente e o fim da corrupção – mas mobilizaram pessoas na Bósnia, país que, nas últimas décadas, tornou-se sinônimo de feroz limpeza étnica

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O problema aí é que esse universalismo liberal simplório já perdeu a inocência, há muito tempo. O conflito entre a permissividade liberal e o fundamentalismo é, na verdade, um falso conflito – um círculo vicioso e viciado no qual os dois polos pressupõem-se e geram-se mutuamente, um o outro.

O que Max Horkheimer disse sobre o fascismo e o capitalismo lá nos anos 1930s (que os que não querem falar criticamente sobre o capitalismo devem também calar sobre o fascismo) pode aplicar-se ao fundamentalismo de hoje: os que não querem falar criticamente sobre a democracia liberal devem também calar a boca sobre o fundamentalismo religioso.

Reagindo contra caracterizar-se o marxismo como “o Islã do século 20”, Jean-Pierre Taguieff escreveu que o Islã está em vias de mostrar-se como o “marxismo do século 20” para prolongar o violento anticapitalismo do comunismo, depois do declínio do comunismo.
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Fotos e texto daqui: "Outras Palavras: Zizek, há mais do que fúria na Bôsnia."

sábado, 1 de fevereiro de 2014

As corporações.

 
 
Sempre um estado precisa se preocupar com a economia, mais ainda hoje, a grande luta ainda seria equilibrar essa economia e seu povo, as necessidades de sua sociedade.
 
Ora, temos 1% de empresas que produzem mais de 70% do PIB brasileiro, e que emprega um pouco mais de 40% dos trabalhadores, e uma tecnologia que vai diminuir, a médio prazo, vagas de emprego. E esta minoria financia a classe política que legislam as leis, inclusive define orçamentos em todos os poderes, criando superfície de corrupção para bancar riquezas da política local, nos municípios, a célula menor da organização política, as verdadeiras dinastias.
 
Por isso falo de dois modelos, um que se degenera, a democracia baseada no presidencialismo de coalizão, pela promiscuidade entre os interesses partidários e dos políticos, e a necessidade de aprovação das leis e projetos - mais de 1000 projetos foram propostos menos de 15 aprovados em 2012, e não porque são incompetentes, são competentes e ricos. O outro modelo que cresce mundialmente por influência desta força privada, à partir daquele financiamento dos candidatos, seria o capitalismo de estado, que é a  legislação por interesse das corporações, um neo-corporativismo, que lucra com a dívida interna e com a economia, e que levam estes volumosos rios de riquezas para o mesmo mar, um mar interno privado, de poucas famílias.
 
A mão não é mais invisível... Nunca foi, mas agora dá para vê nos grande prédios das grandes cidades, e o que muda é apenas o nível de autocracia do estado, e a língua de seus subservientes.

E onde estão estes 1% de corporações?

domingo, 15 de setembro de 2013

Into Wild Road.




 


"I'm a man of means by no means, king of the road."

King Of The Road,
Roger Miller, 1964.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A pobreza é resultado do sistema.

"Habitar a escuridão" de Marco Antonio Cruz.


"No início do século XXI, a pobreza continua sendo tratada como consequência direta do fracasso pessoal, da incompetência ou da falta de vontade e garra dos indivíduos ou grupos (...) A questão central que motiva a exclusão social (...) ainda é deixada de lado, sendo colocadas em seu lugar justificativas ideológicas que procuram formas convincentes de apresentar as desigualdades sociais não como decorrências de atividades e de condições materiais vigentes que são geradas na própria estrutura social, mas como fruto de uma DECISÃO dos que não aceitam submeter-se ao trabalho nas condições precárias em que ele ora é oferecido."

Delson Ferreira, Sociólogo, no "Manual da Sociologia".
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Slavoj Žižek!




Um pouco do anti-pós-modernista, Marxista, Hegeliano e Lacaniano!

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Sistema parasitário.



"O capitalismo é, na essência, um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante algum tempo uma vez que encontra o organismo ainda não explorado do qual pode se alimentar, mas não pode fazê-lo sem prejudicar o hospedeiro nem sem destruir cedo ou tarde as condições de sua prosperidade ou até de sua própria sobrevivência."

Zygmunt Bauman.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Meu monstro preferido: A hidra de lerna.


Realmente, o capitalismo é um monstro como a hidra de lerna, da mitologia grega, que se cortada uma cabeça nascia outras em seu lugar, seria assim o capitalismo em suas crises contumazes, mas tem duas coisas que ele não consegue resolver mesmo parecendo eterno, e nem vai tentar, a questão da exclusão social, pois precisa da reserva de mercado e do custo baixo e lucros altos, e daí o monopólio, holding e corporações internacionais que acabam com a concorrência - Quem pode regular isso?. E ainda os problemas pós-modernos, como o extrativismo ecológico, a questão moral da biogenética, o made-yourself - impressora 3D e nanotecnologia - e a propriedade intelectual.

Hidra de Lerna 

Como a expressão "tiro no pé" está na moda, vou com dois pontos, o primeiro tiro no pé do capitalismo é apresentar produtos que são associadas ao "vida boa", como se fosse necessária para, no eudemonismo, ser feliz, e por um lado alguns não terão nunca esta possibilidade, pelo próprio conceito da reserva de mercado da mão de obra, e que se todos tivessem esta possibilidade, nós precisaríamos de diversos planetas para cobrir a "demanda", o segundo seria a facilidade em que a livre concorrência vira monopólio, pelo mesmo motivo, o lucro no spread de ações.


Dois tiros nos pés aleija qualquer um, sem atirar nas cabeças, mas para de andar.

Sem considerar realmente a crise econômica mundial, que a meu vê, advêm da política de rentismo, que não precisa de produção e menos ainda de investimento na produção, o chamado capital especulativo investe na dívida do estado, no empréstimo individual e na flutuação da moeda, lucrando para onde o barco virar - pouco se importando com o custo-Brasil, que pode até ser mais caro, mas somos uma democracia e com regras bem melhor definidas que os outros do BRIC. Temos, sim, uma crise que vem do "capitalismo de estado", no loteamento do público em prol do privado, como escola, hospitais, e transporte urbano nas cidades-negócios, e agronegócios no interior - e desta relação descende a corrupção nos lobbies e os interesses eleitoreiros e particulares dos políticos, que aborrecem os "contribuintes" e eleitores.

Outra, e que é exemplar na primavera árabe, mesmo com seus paradoxos, mas a luta do povo para se libertar, ora dos poderes teocráticos e patrimonialista internacionais e corporativos dos tempos de hoje, ora por liberdade de todas as ditaduras, e que sirvam de modelo ao mundo, e referência para nos mostrar onde já estamos, e principalmente para onde não queremos ir, ou voltar.

o0o

Mas facilmente dá para lembrar Graciliano Ramos, quando prefeito de Palmeira dos Índio em 1929, que disse em um dos seus relatórios: “Bem comido, bem bebido, o pobre povo sofredor quer escolas, quer luz, quer estradas, quer higiene. É exigente e resmungão. Como ninguém ignora que se não obtém de graça as coisas exigidas, cada um dos membros desta respeitável classe acha que os impostos devem ser pagos pelos outros”.


sábado, 13 de julho de 2013

Dia do rock!





I got an unfortunate feeling I been beating down

I feel I don’t believe and now truth is coming out
What they'll take is more than a vow...
They’ve taken young innocents and then they throw 'em on a burning pile aha hey hey

All along they're saying...
Mind your manners

...

tradução:

Tenho a infeliz sensação de que levei uma surra.
Sinto que não acredito e agora a verdade está vindo à tona.
O que eles tomam de você é mais que sua promessa,
Ele pegaram jovens inocentes e os atiraram para queimar em uma fogueira.

E desde então eles dizem:

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Primavera no inverno do sul.


Na Tunísia, o ato de Mohamed Bouazizi.


O que o Brasil precisa é de honestidade e coragem, honestidade de defender sua bandeira ou ideologia de maneira clara, sem ser reprimido e sem usar a violência, de ser honestamente ambicioso ou solidário, de concordar com um estado forte ou não, de não aceitar a corrupção, privada ou pública, e entender que os políticos precisam ser honestos e mostrar resultado para quem os elegeu. E a coragem porque é a mãe de todas as outras virtudes.

A revolta e o ódio que alguns demonstram também é honesta, a revolta dos esquecidos, dos que o nosso sistema político esquece e tolheu oportunidade, esfregando na cara deles os privilégios e negociatas, essa segunda cidade, que apanhar da polícia é com hora marcada, que a condução leva duas horas, para ir e para vir, e que no final do dia guarda em sua bolsa o rancor e humilhação, como em 2005 na revolta do subúrbio francês, com mais de 3.000 carros queimados em 14 dias, como em LA em 1992, como o início da primavera árabe, na imolação do tunisiano Bouazizi (na foto), a revolta de alguns é o costume com o horror, que não temos. Até essa revolta é honesta, uma pena que é assim, e não precisava. 

Mas mesmo que imperfeita, ainda prefiro a liberdade, um estado fascista e opressor é andar contra o que já fomos, e já somos mais que aquilo, agora.

Mas até para uma criança nascer ela chora, dando voz a sua indignação.



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Máquina de escrever e Cuba.


Sobre a blogueira cubana e uma acusação de que o nazismo é socialista.





Eu não tenho uma máquina de escreve como deveria escrever um cubano em Cuba, até tenho, mas está sem fita jogada no quartinho de entulhos, ou doei para reciclagem. Tenho um core dual, com dois gigas de memória que usei desde 2007 e aposentei em meados do ano passado, poderia até usa-lo, mas tecnologia muda tão rápido, que o que eu comprei no ano passado, já me serve como comparação com os atuais poderes de processamento até de um telefone, dentro da tecnologia móbile. Bah, e mudar a tecnologia a cada 6 meses usando cada vez mais insumos e entulhando os lixões com a tecnologia velha da semana passada deve ter um motivo, alguém sabe? Eu acredito que seria a eficiente ineficiência do desenvolvimento capitalista, já que a coisa fica popular e não fica mais barata, vou dar um exemplo, uma memória produzida na Tailândia por preço absurdamente mais barata é conquistada em cima do trabalho humano, sem nenhuma proteção aos direitos trabalhistas, geram emprego de pessoas que não melhoram suas vidas, passando de empurrar um carro de búfalo para manusear um ferro de solda. E por ser limitada a produção baseada na demanda, nem todos arranjam esse emprego e os meninos vão roubar e as meninas vão se prostituir aos 12 anos, enquanto seus pais que não são especialistas vão comer caldo de peixe pescados em rios poluídos pelas fábricas ou viver de reciclados. Nem luxo, só lixo.

Você já deve ter visto o filme “A ilha das flores”, onde os porcos comem antes que pessoas, pois é isso é que me faz ser socialista nos meios de produção, porque escutar uma ignóbil herdeira de minas australianas dizendo que seria melhor produzir minérios na África do sul, porque o dia do trabalhador custa 4 reais, do que a hora e as exigências que os sindicatos de mineiros do seu país faziam para trabalhar para ela, e ter lido “Germinal” de 1881- e não leiam este livro "é doente e feio" -, vemos que quem procura o lucro, ou mais valia, tem uma ética bem clara, “meus custos são a sua condenação”, desde sempre. Ou o subsídio para uma vaca ser mais do que gasta uma pessoa na África, por mês, que paradoxo não?

E sou comunista do conhecimento, essa vantagem é uma deturpação primeva da condição humana, o que sabemos pertence a humanidade, e a escolhemos nosso caminho a partir destes conhecimentos, e não de mentiras e simulacros, ou seria cair numa armadilha criada por nós mesmos.

O capitalismo liberal, e todas as suas formas, é um monstro como a Hidra de Lerna, tem várias vertentes e quando cortadas, se recriam, é quase imbatível, vive de crises, consome seus sonhos, destrói uma maioria em nome de uma minoria, um pouco mais de 1000 empresas mandam no mundo e cabem a umas dezenaa de famílias, onde a mais rica é uma matriarca francesa. 1% para 99%, isso é semear exclusão, e parem de se achar o escolhido e declamarem de forma indireta o salmo 91, todos são atingidos!! O capitalismo vive de crises mundiais e guerras, precisa ter o domínio das instâncias de produção de energia e riquezas, do altos juros dos bancos, do mercado especulativo e do simulacro. E não espere ser rico para ser feliz, não espere viajar para ser feliz, não espere, o eudemonismo não é doutrina perfeita, muito menos o hedonismo, mas são produtos vendidos em propaganda de margarina, que acaba com sua saúde, como o cigarro. E se quiser se empanturrar dos dois, você é livre. Mas não posso aceitar que usem bombas para impor seus falsos ideais de liberdade, e matem milhões de pessoas em nome de liberdade, com Jerichos para Gaza, Stealth para o Iraque ou Drones para todos nós a custos de milhões de dólares. Que liberdade é essa?


Mas a ineficiência mais terrível para mim é perder 30% do que foi produzido em alimentos enquanto mais da metade da humanidade vive com fome, que bela eficiência, quem sabe o que é o valor de conseguir um desejado gadget para melhorar sua relação com o “mundo” deve entender, ou devia, o que é uma pessoa morrer de fome, desnutrida. E vermos as porções big size dos países ricos enquanto familias vivem com meio quilo de arroz. Para mim é a mesma coisa,uma questão de liberdade, liberdade de comprar o que deseja, mesmo que seja artimanhas da crise capitalista, que é cessante pelo uso dos insumos e poluição do meio ambiente, quanto a um direito básico,a liberdade de poder escolher continuar vivo. E não me venha com meritocracia, porque educação é que evolui o ser humano, ou o valor de suas habilidade, e isso vai da prostituta ao cirurgião plástico. E o lucro, exige aquela ética, e a oportunidade na meritocracia é maior para os que cumprem essa ética, até de dar de comer carne de cavalo ou mesmo produtos cancerígenos em cigarros e refrigerantes. Em nome da eficiência da produção em larga escala. E o engraçado é que a Coca-cola é o refrigerante mais vendido e é o mais caro, isso porque o capitalismo vive de crise, no simulacro da demanda, da necessidade incutida nas propagandas que alimenta a industria do espetáculo, corroborando Debord e sua visão da sociedade do espetáculo, que nasceu no fascismo Nazista.

Nazismo, ninguém quer esse filho, nem um na dicotomia o quer, mas considerando os historiadores, o Nazismo não foi socialismo, e acreditar que o é, é no mínimo ingênuo ou querer usar a má-fé, vou crer no primeiro. Ora, a principal característica do capitalismo é a iniciativa privada, as industrias alemães eram da iniciativa privada e existiam ricos, que a geriam, e obstante não ser judeu ou de outra etnia caçada pelo nazismo, haviam muitos, no mais deixo para os da direita capitalista afirmarem o contrário, pois creio que a razão é uma ferramenta sem valor axiológico. E o domínio do meios de produção só funcionar em um governo totalitário, eu não acredito nisto, é um embuste, haja visto os governos sociais democratas e o bem-estar social, onde o governo cobra altos impostos igualitários nas classes e retribuem de tal forma que uma estudante só precisa efetivamente trabalhar já bem perto dos 30 anos, podendo ter experiências das mais diversas antes de entra na rede de produção, e ser um ser humano melhor, ou pelo menos deveria.

A única coisa que quis demonstrar com a comparação infeliz, infeliz porque você não a entendeu, é que a maioria alemã, maioria motor da democracia, não escolhe sempre certo, escolhendo o nazismo, e pior, assim pode ser manipulada por aquela ética capitalista do lucro, criando um muro, de carne humana não pensante, como fala Foucault, demonstra artista plástica Adriana Varejão e tocou o Pink Floyd em 1979. A democracia manipulada pelas ética capitalista é algo que não quero, como denucia Saramago. Toda unanimidade é burra, como já disse Nelson Rodrigues, e também violenta, o bom é a dissidência a diferença de pensamento, não o senso comum, mas o comum dos sensos, até porque somos diferentes e atolados na mesma condição humana, precisamos da coletividade e nos proteger uns aos outros, não em solidariedade e compaixão, mas em alteridade e empatia, somos todos jogados na existência, e na mesma condição, somos diferentes e iguais ao mesmo tempo. Não existem escolhidos, não existem soluções perfeitas, não existe lucro fácil, nem almoço de graça.

E sobre a ditadura, "Ditadura nunca mais!", e te aviso que nenhum governo aceita facilmente a dissidência, e confundem diferença com afronta, mas digo que "as idéias devem continuar perigosas" como em 68. 

E termino com a citação de um pensador, que tenho sorte de ser meu amigo, que dividi uma cerveja numa noite de supermoon, e festejar por ele ter nascido. Ele diz, "A Democracia nem sempre é composta por regras de etiqueta, isso leva tempo. E nem sempre deve ser representada como a luz da razão, pelo contrário, pode ser uma chuva impiedosa que não pensa duas vezes em molhar aqueles que, por vezes, são mais petulantes do que racionais, e menos fortes do que aparentam ser. Mas como disse Aristóteles, 'o Homem é um animal político!'. Mas é preciso ser forte.". E assim, não posso me coalizar com a ditadura, ou qualquer forma de poder sobre outro homem, como diz outro pensador, "Aquele que puser as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo!", Proudhon em 1849. como também não posso aceitar, pela alteridade e empatia, que outro ser humano seja estropiado de seus direitos básicos em nome do lucro, ou da economia, enfim, pela forma de simulacro imperialista e colonialista, numa verdadeira ditadura do consumo, e usando de todo engodo, para levar a vantagem do lucro. Isso tudo só para acumular dinheiro? 


Não, essa liberdade não me serve.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O muro de carne.




Linda do Rosário:O muro da instalação da artista plastica Adriana Varejão.

Foucault e Pink Floyd?



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Subversivo.

Aaron Swart  *Chicago, 8 de novembro de 1986  +Nova Iorque, 11 de janeiro de 2013

Não tenho nada para falar deste subversivo, não mais que a Jornalista Eliane Brum.


 – Eu sinto fortemente que não é suficiente simplesmente viver no mundo como ele é e fazer o que os adultos disseram que você deve fazer, ou o que a sociedade diz que você deve fazer. Eu acredito que você deve sempre estar se questionando. Eu levo muito a sério essa atitude científica de que tudo o que você aprende é provisório, tudo é aberto ao questionamento e à refutação. O mesmo se aplica à sociedade. Eu cresci e através de um lento processo percebi que o discurso de que nada pode ser mudado e que as coisas são naturalmente como são é falso. Elas não são naturais. As coisas podem ser mudadas. E mais importante: há coisas que são erradas e devem ser mudadas. Depois que percebi isso, não havia como voltar atrás. Eu não poderia me enganar e dizer: “Ok, agora vou trabalhar para uma empresa”. Depois que percebi que havia problemas fundamentais que eu poderia enfrentar, eu não podia mais esquecer disso.



Não tem mais o que falar...

A não ser: "Escutem aqui, vermes!!! Vocês não são especiais. Vocês não são um belo ou único floco de neve. Vocês são feitos da mesma matéria orgânica em decomposição como tudo no mundo." Clube da luta.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Homens Tubarões.


Foto: Alexander Safanov


Se Os Tubarões Fossem Homens

Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.

Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.

A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.

Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.



domingo, 4 de novembro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

Pirataria e bloqueio a faixa de Gaza: Israel.


Aqui está a tripulação do #Estelle, tão perigosa para Israel que ainda em águas internacionais foram abordadas pelas IDF. E agora estão chegando ao porto de Ashdod, em   Israel, novamente por ações militares ilegais do governo sionista que vão contra a democracia, os direitos humanos, leis internacionais e marítimas.


"Às 5h da manhã (hora do Brasil) o Estelle foi atacado, em águas internacionais, a 17 milhas náuticas do Egito, pela marinha pirata sionista. O pessoal da Frota perdeu contato com o navio. Estamos aguardando notícias".



(Baby Siqueira Abrão, Brazilian journalist in Middle East)


Localização do #Estelle no site Marinetraffic.com


Israel pode agir impunemente em águas internacionais?