segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Só uma parte de mim.

 

nalgum lugar em que eu nunca estive 

e. e. cummings 


nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre;só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas

tradução:  Augusto de Campos

domingo, 25 de dezembro de 2011

A história se repete.





"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. 

Karl Marx
 

"nada há de novo debaixo do sol".
Hegel, citando o Eclesiates 1:5 





"O eterno retorno do mesmo: A história não é finalista, não há progresso nem objectivo".

Friedrich Nietzsche




 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal e amigos.


 
Só cultivando amigos é que você pode ir longe demais. 
Feliz Natal!
 
And Happy Birthday, Vedder!


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tem razão, Mikhail!!




“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.
            Quem duvida disso não conhece a Natureza Humana”

Mikhail Bakunin ( 1814 – 1876)


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Obediência e trabalho.


Ilustração de Banksy.



As dialéticas que não se tocam – Ou a tara social da obediência ao trabalho.
                                                                                                 Atanásio Mykonios





quinta-feira, 15 de dezembro de 2011



"A raça humana exagera em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância."



Charles Bukowski

sábado, 10 de dezembro de 2011

FLY!


Ele tinha tudo para dá certo. Boa pessoa, respeitoso das regras, desta e da outra vida. Quando os tempos mudaram, e nada poderia salva-lo. Os que hora descansaram a cabeça em seu ombro, Que ficaram sob a sombra, sua vasta e acolhedora sombra, Os que se esconderam em suas folhas, em algum momento, o deixaram só. Agora, ele ficou só naquele corredor, só, você imagina o que é isso? Trancado nele mesmo. Quando ele saiu, os olhares mudaram. Quando ele os procurou, as suas caras de asco o jogou novamente, naquele corredor, escuro. Ele então procurou o oceano, que nada julga, que só envolve. Que a seu tio louco, deu a paz. Sentado na calçada, caminhando na estrada, ele olhava o mar. Quando uma onda lhe deu um soco direto no queixo. Deixando-o de joelhos. E então, entregou-lhe, novamente, asas. Agora, ele não era grande, ele voava. De braços bem abertos, pisando sobre o mar, ele voltou para casa. Para onde nunca deveria ter saído. Mas... Algo dentro dele, o fez retroceder, tolice, Eles não se importam, com a possível chave que os libertam de si mesmo. Eles não se importam. Assim, ele foi ofendido, despido de tudo que ele ainda acreditava. Por homens sem dicernimento. Bem, foda-se... Agora ele voa. E é isso o que ele prega agora, É só o amor que o interessa. E esse ponto no céu, que você vê, é o homem que sabe voar. Inteiro e bastante.

sábado, 3 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Saudações Lupinas: Jimi Hendrix


James Marshall "Jimi" Hendrix
*November 27,1942 +September 18,1970


A lenda.

Sob a pele.


Esse vídeo tem cenas fortes, proibidas para pessoas sensíveis. +18.


A minha intenção não é apologia ao terror, a violência ou ao medo. Não, a minha intenção é mostrar o quanto somos alienados e quanto o conceito de liberdade dentro do estado deve ser preservado e vigiado, o Bahrein tem como sistema de governo a monarquia e um 1º ministro que comanda desde a década de 1970, em um regime opressor. Com a intenção de mudança, nascida dentro do berço da primavera árabe, o povo é oprimido de forma moralmente abjeta e com recursos facistas, como esta polícia mercenária, para destruir toda a vontade de mudança.

A polícia de Gaddafi usou crematórios para amedrontar a revolução na Líbia. Tem um vídeo chocante noutro post aqui. No Bahrein a polícia mercenária humilha e mata às pessoas, usando o terror do estado contra população, atiram a esmo e chegam a queimar uma garagem com pessoas dentro.

A democracia é uma instrumento de liberdade, o melhor dentro do contrato social, mas é muito frágil, frágil demais, e liberdade sendo metafísica, mas uma experiência racional, a partir da razão só podemos entende-la em um princípio de igualdade, numa ética que expresse isso. E quem está no poder, não a quer assim, quem está no poder ama este lugar. Mas esta relação deve ser de igualdade e reciprocidade, igualdade porque não há um homem com direito maior a ela que outro e reciprocidade porque vivemos em um sociedade e totalmente dependentes dos outros. Parece simples, mas não o é. Sei que temos pequenas doses deste comportamento nefastos em todo o mundo. E o grande exemplo são os genocídios étnicos que já tivemos, de outros estados contra grupos étnicos, e do próprio estado da etnia. Tudo é egoísmo e violência, precisamos dos outros, para subjugá-los a nosso desejo, em nome de tão diversificados motivos, que só o sentido não é o motivo, e sim, algo que ainda rasteja sob nossa pele, no nosso íntimo, que espero um dia ser sublimado, em arte, se possível.

Tenho esperança que os que sofreram estes horrores, sua cultura e povo, transcendam de alguma forma. E holocaustos, genocídios e crimes contra a humanidade, grandes e pequenos, estão acontecendo agora, neste momento no mundo, desde os crimes étnicos, até contra o individuo, e isso não pode ser esquecido. Já o foco de toda a mídia é para o assassino do homem, a economia, e o homem assassino de Deus, ainda não conseguiu entender sua posição no mundo.

Estes valores podem está cheio do ranço da moral cristã e humanista, mas acredito na esperança como existencialista, e não quero tirar nenhuma de ninguém, pelo contrário.

Assim mesmo não sendo um defensor destes conceitos iluministas e antroponcentristas, acredito na defesa da vida, e mesmo que nós, sendo meros observadores, já que todo construto científico ainda só expande os nossos sentidos e nossa preservação física por mais tempo, e esta última apenas para poucos, ainda precisamos avançar enquanto alteridade e empatia à outros terráqueos.

Será que haverá um dia que um crime contra um homem seja contra toda a humanidade?




"A ânsia de poder não é originada da força, mas da fraqueza."

Erich Fromm




Talvez um desenho ajude.


sábado, 26 de novembro de 2011

Mahatma.


Impressiono me com a força de vontade de Mahatma Gandhi, mesmo em seu esqúalido e frágil corpo, consegue desenvolver o conceito de força na não violência e desobediência civil, transcendendo a questão física pela sua força de vontade e otimismo na humanidade.




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Livros mudam vidas.



Hoje, "A Origem das Espécies" faz 152 anos de sua publicação.
Leia até o fim, para uns é a senha da liberdade, e outros a visão do inferno. mas leiam.



Na editora de John Murray em Londres, no dia 24 de Novembro de 1859.

http://ecologia.ib.usp.br/ffa/arquivos/abril/darwin1.pdf

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Why do they always send the poor?


...
Why do they always send the poor?

Barbarisms by Barbaras
With pointed heels
Victorious victories kneel
For brand new spankin' deals
Marching forward hypocritic and
Hypnotic computers
You depend on our protection
Yet you feed us lies from the tablecloth
Everybody's going to the party have a real good time
Dancing in the desert blowing up the sunshine
...

B.Y.O.B. S.O.A.D.