quinta-feira, 25 de julho de 2013

Slavoj Žižek!




Um pouco do anti-pós-modernista, Marxista, Hegeliano e Lacaniano!

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Contra o mundo.


Son House: Um homem, e sua guitarra, contra o mundo.



Sistema parasitário.



"O capitalismo é, na essência, um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante algum tempo uma vez que encontra o organismo ainda não explorado do qual pode se alimentar, mas não pode fazê-lo sem prejudicar o hospedeiro nem sem destruir cedo ou tarde as condições de sua prosperidade ou até de sua própria sobrevivência."

Zygmunt Bauman.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Jazz...
















Meu monstro preferido: A hidra de lerna.


Realmente, o capitalismo é um monstro como a hidra de lerna, da mitologia grega, que se cortada uma cabeça nascia outras em seu lugar, seria assim o capitalismo em suas crises contumazes, mas tem duas coisas que ele não consegue resolver mesmo parecendo eterno, e nem vai tentar, a questão da exclusão social, pois precisa da reserva de mercado e do custo baixo e lucros altos, e daí o monopólio, holding e corporações internacionais que acabam com a concorrência - Quem pode regular isso?. E ainda os problemas pós-modernos, como o extrativismo ecológico, a questão moral da biogenética, o made-yourself - impressora 3D e nanotecnologia - e a propriedade intelectual.

Hidra de Lerna 

Como a expressão "tiro no pé" está na moda, vou com dois pontos, o primeiro tiro no pé do capitalismo é apresentar produtos que são associadas ao "vida boa", como se fosse necessária para, no eudemonismo, ser feliz, e por um lado alguns não terão nunca esta possibilidade, pelo próprio conceito da reserva de mercado da mão de obra, e que se todos tivessem esta possibilidade, nós precisaríamos de diversos planetas para cobrir a "demanda", o segundo seria a facilidade em que a livre concorrência vira monopólio, pelo mesmo motivo, o lucro no spread de ações.


Dois tiros nos pés aleija qualquer um, sem atirar nas cabeças, mas para de andar.

Sem considerar realmente a crise econômica mundial, que a meu vê, advêm da política de rentismo, que não precisa de produção e menos ainda de investimento na produção, o chamado capital especulativo investe na dívida do estado, no empréstimo individual e na flutuação da moeda, lucrando para onde o barco virar - pouco se importando com o custo-Brasil, que pode até ser mais caro, mas somos uma democracia e com regras bem melhor definidas que os outros do BRIC. Temos, sim, uma crise que vem do "capitalismo de estado", no loteamento do público em prol do privado, como escola, hospitais, e transporte urbano nas cidades-negócios, e agronegócios no interior - e desta relação descende a corrupção nos lobbies e os interesses eleitoreiros e particulares dos políticos, que aborrecem os "contribuintes" e eleitores.

Outra, e que é exemplar na primavera árabe, mesmo com seus paradoxos, mas a luta do povo para se libertar, ora dos poderes teocráticos e patrimonialista internacionais e corporativos dos tempos de hoje, ora por liberdade de todas as ditaduras, e que sirvam de modelo ao mundo, e referência para nos mostrar onde já estamos, e principalmente para onde não queremos ir, ou voltar.

o0o

Mas facilmente dá para lembrar Graciliano Ramos, quando prefeito de Palmeira dos Índio em 1929, que disse em um dos seus relatórios: “Bem comido, bem bebido, o pobre povo sofredor quer escolas, quer luz, quer estradas, quer higiene. É exigente e resmungão. Como ninguém ignora que se não obtém de graça as coisas exigidas, cada um dos membros desta respeitável classe acha que os impostos devem ser pagos pelos outros”.


sábado, 13 de julho de 2013

Dia do rock!





I got an unfortunate feeling I been beating down

I feel I don’t believe and now truth is coming out
What they'll take is more than a vow...
They’ve taken young innocents and then they throw 'em on a burning pile aha hey hey

All along they're saying...
Mind your manners

...

tradução:

Tenho a infeliz sensação de que levei uma surra.
Sinto que não acredito e agora a verdade está vindo à tona.
O que eles tomam de você é mais que sua promessa,
Ele pegaram jovens inocentes e os atiraram para queimar em uma fogueira.

E desde então eles dizem:

A terra está cheia de nós, literalmente.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Primavera no inverno do sul.


Na Tunísia, o ato de Mohamed Bouazizi.


O que o Brasil precisa é de honestidade e coragem, honestidade de defender sua bandeira ou ideologia de maneira clara, sem ser reprimido e sem usar a violência, de ser honestamente ambicioso ou solidário, de concordar com um estado forte ou não, de não aceitar a corrupção, privada ou pública, e entender que os políticos precisam ser honestos e mostrar resultado para quem os elegeu. E a coragem porque é a mãe de todas as outras virtudes.

A revolta e o ódio que alguns demonstram também é honesta, a revolta dos esquecidos, dos que o nosso sistema político esquece e tolheu oportunidade, esfregando na cara deles os privilégios e negociatas, essa segunda cidade, que apanhar da polícia é com hora marcada, que a condução leva duas horas, para ir e para vir, e que no final do dia guarda em sua bolsa o rancor e humilhação, como em 2005 na revolta do subúrbio francês, com mais de 3.000 carros queimados em 14 dias, como em LA em 1992, como o início da primavera árabe, na imolação do tunisiano Bouazizi (na foto), a revolta de alguns é o costume com o horror, que não temos. Até essa revolta é honesta, uma pena que é assim, e não precisava. 

Mas mesmo que imperfeita, ainda prefiro a liberdade, um estado fascista e opressor é andar contra o que já fomos, e já somos mais que aquilo, agora.

Mas até para uma criança nascer ela chora, dando voz a sua indignação.



Aqueles foram...



“Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da Luz, a estação das Trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o Paraíso, íamos todos direto no sentido contrário.”

Primeiro capítulo de “Um Conto de Duas Cidades”
de Charles Dickens, 1812-1870.

terça-feira, 18 de junho de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

Boi morto.



A fome/2

Um sistema de desvinculo: Boi sozinho se lambe melhor... O próximo, o outro, não é seu irmão, nem seu amante. O outro é um competidor, um inimigo, um obstáculo a ser vencido ou uma coisa a ser usada. O sistema, que não dá de comer, tampouco da de amar: condena muitos à fome de pão e muitos mais à fome de abraços. 

de O Livro dos Abraços, p. 81
Eduardo Galeano.




domingo, 12 de maio de 2013

Arrogância santa.




"E ainda assim, é importante que nós tenhamos alguma direção, para que saibamos quais são os objetivos impossíveis que estamos tentando alcançar, se esperamos alcançar alguns dos objetivos possíveis. Isso significa que temos que ser arrogantes o suficiente para especular e tentar criar teorias sociais baseadas no conhecimento parcial, enquanto permanecemos muito abertos para a forte possibilidade, de fato para a avassaladora probabilidade, de que estejamos na verdade muito longe do ideal."

Noam Chomsky.




É o que penso aquando me questionam sobre a natureza humana e a necessidade do idealismo, e enfim, a utopia. O que se adequa a citação de Fernando Birri, cineasta argentino: 


"- Utopia [...] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Por mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso sirve: para caminar."

Citado por Eduardo Galeano in Las palabras andantes - Página 310

sábado, 11 de maio de 2013

Um minuto de silêncio.


(Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945 — Miami, 11 de maio de 1981)

sábado, 27 de abril de 2013

Murmúrios.



Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: Começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos.

Demian, Hermann Hesse.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Noites em São Francisco.









"I wasn't born there
Perhaps I'll die there
There's no place left to go
San Francisco

A cop's face is filled with hate
Heavens above he's on a street called love
When will they ever learn?
Young cop, old cop feel all right
On a warm San Franciscan night"

sábado, 23 de março de 2013

Nós somos os homens ocos.


Os Homens Ocos
(T. S. Eliot)
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada
Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam — se o fazem — não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.
II
Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.
Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo
— Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular
(Trecho de “Os Homens Ocos”, de  T.S. Eliot. Tradução de Ivan Junqueira)