| De "CANTO A MIM MESMO" |
| 1 - Com música forte eu venho |
Eu rufo e bato o tambor pelos mortos
e sopro nas minhas embocaduras o que de mais alto e mais jubiloso posso por eles.
Vivas àqueles que levaram a pior!
E àqueles cujos navios de guerra afundaram no mar! E a todos os generais das estratégias perdidas, que foram todos heróis! E ao sem número dos heróis maiores que se conhecem!
...
Walt Whitman. Tradução de Eduardo Francisco Alves Geir Campos. |
"Um filhote de lobo será sempre lobo, ainda que criado entre os filhos do homem." Ditado Sufi.
sábado, 9 de novembro de 2013
Viva!
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Alexandre Magnos Gomes
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18:34
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Saudações Lupinas: "Ei, menino branco, o que você fazia aqui?"
Lou Reed, *2 de março de 1942 +27 de Outubro de 2013.
The rich son waits for his father to die
The poor just drink and cry
And me I just don't care at all
The man of good fortune.
The poor just drink and cry
And me I just don't care at all
The man of good fortune.
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Alexandre Magnos Gomes
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domingo, 20 de outubro de 2013
O Leste.
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Alexandre Magnos Gomes
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sábado, 19 de outubro de 2013
Saudações Lupinas: Versus faz 20 anos.
20 anos do lançamento do disco VS. do Pearl Jam, brindo com a performance RearviewMirror no PinkPop 2000.
Envelhecendo, mas não como gado, e apreendo que meu passado me trouxe aqui, a ser o que sou, cada dor, cada alegria, cada susto que a vida me deu, de bem ou mal, me fez mais forte, e compreendendo, que ainda sou nada, só mais emancipado.
"I guess it was the beatings made me wise
But I'm not about to give thanks, or apologize"
Envelhecendo, mas não como gado, e apreendo que meu passado me trouxe aqui, a ser o que sou, cada dor, cada alegria, cada susto que a vida me deu, de bem ou mal, me fez mais forte, e compreendendo, que ainda sou nada, só mais emancipado.
"I guess it was the beatings made me wise
But I'm not about to give thanks, or apologize"
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Alexandre Magnos Gomes
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Um mundo póstumo.
"Fotógrafo registra tribos e comunidades remotas prestes a se extinguir"
O fotógrafo britânico Jimmy Nelson desenvolveu um trabalho maravilhoso e póstumo, visite:
Na foto são mulheres Himbas no deserto, elas pertencem a um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas que vivem no norte da Namíbia, na região de Kunene.
Comovente.
Comovente.
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Alexandre Magnos Gomes
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domingo, 13 de outubro de 2013
Another brick?
Quando fazia universidade, em alguns dias da semana, passava um cara em um bugre tocando sempre a mesma música bem alta, acho que ele "cronometrava" para estacionar o carro no pátio das salas tocando-a, na sua frase de efeito - All in all you're just another brick in the wall - para mim a letra era óbvia, simples como uma letra de rock deve ser - e era profunda, mas duas coisas ajustaram-na em minha cabeça, não só pela opressão da educação da letra, nosso primeiro contato com o fascismo, mas como nos tornamos mais um tijolo, cegos e bem adestrados, deste muro de interesses escusos.
E mais três coisas me jogaram adiante, Zola em Germinal, Salinger em O caçador nos campos de centeio e Foucault em vigiar e punir, na visão social... Gogh como estética de um pintor que não vendeu um quadro em vida, e a Thoreau em A Desobediência Civil - que inspirou Gandhi, indicado por Tolstói, e Steinbeck em Vinhas da ira, na visão política.
Então, não é o que eu fiz que fez pensar diferente, mas o que os outros fazem que me faz pensar diferente, como aquele cara em alguma manhãs, no seu carro e seu drama - sei lá qual era, mas que não queria ser mais um tijolo no muro de uma sociedade montada na modernidade, e ajustada como trilho, e que só repete seu mantra enganador, e nos observando.
Falo isso não para afrontar os que pensam diferente de mim, mas para mostrar aos que pensam parecido que vocês não estão só. Como fez o cara do bugre e eu não o disse, que pensava parecido, e sorte que nesta vida encontrei vários assim, uma legião, e espero que ele tenha tido a mesma sorte.
E mais três coisas me jogaram adiante, Zola em Germinal, Salinger em O caçador nos campos de centeio e Foucault em vigiar e punir, na visão social... Gogh como estética de um pintor que não vendeu um quadro em vida, e a Thoreau em A Desobediência Civil - que inspirou Gandhi, indicado por Tolstói, e Steinbeck em Vinhas da ira, na visão política.
Então, não é o que eu fiz que fez pensar diferente, mas o que os outros fazem que me faz pensar diferente, como aquele cara em alguma manhãs, no seu carro e seu drama - sei lá qual era, mas que não queria ser mais um tijolo no muro de uma sociedade montada na modernidade, e ajustada como trilho, e que só repete seu mantra enganador, e nos observando.
Falo isso não para afrontar os que pensam diferente de mim, mas para mostrar aos que pensam parecido que vocês não estão só. Como fez o cara do bugre e eu não o disse, que pensava parecido, e sorte que nesta vida encontrei vários assim, uma legião, e espero que ele tenha tido a mesma sorte.
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Alexandre Magnos Gomes
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Escuto-as cada vez mais perto.
"Hear the sirens covering distance in the nightThe sound, echoing closer, will they come for me,next time?"
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Alexandre Magnos Gomes
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domingo, 15 de setembro de 2013
Into Wild Road.
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Alexandre Magnos Gomes
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sábado, 14 de setembro de 2013
Saudações Lupinas: Faria só 30 anos.
![]() |
| Amy Winehouse Londres, 14 de setembro de 1983 — Londres, 23 de julho de 2011 Lembro do primeiro vídeo. |
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Alexandre Magnos Gomes
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A pobreza é resultado do sistema.
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Alexandre Magnos Gomes
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Cumulado está.
Ache a sua religião e xingue a dos outros.
Um Homem Realizado
Ao indivíduo acostumado ao íntimo das profundidades, o «mistério» não intimida; não fala dele e não sabe o que seja: vive-o... A realidade em que se move não comporta outra: não tem uma zona inferior nem um além: está abaixo de tudo e para além de tudo. Farto de transcendência, superior às operações do espírito e às servidões que se lhe associam, repousa na sua curiosidade inexaurível...
Nem a religião nem a metafísica o intrigam: o que poderia sondar ele que se encontra já em pleno insondável? Cumulado, está-o sem dúvida; mas ignora se continua a existir.
Nem a religião nem a metafísica o intrigam: o que poderia sondar ele que se encontra já em pleno insondável? Cumulado, está-o sem dúvida; mas ignora se continua a existir.
Afirmamo-nos na medida em que, por trás de uma realidade dada, perseguimos uma outra e em que, para além do próprio absoluto, continuamos à procura. A teologia detém-se em Deus? De maneira nenhuma. Quer remontar mais alto, tal como a metafísica que, ao mesmo tempo que investiga a essência, não se digna fixar-se nela. Uma e outra temem ancorar num princípio último; passam de segredo em segredo; incensam o inexplicável e abusam dele sem pudor. O mistério, que oferenda!
Mas que maldição pensar tê-lo atingido, imaginar que o conhecemos e que poderemos residir nele! Já não há que procurar: aí está ele, ao alcance da mão. Da mão de um morto.
Emil Cioran, in 'Raivas e Resignações'.
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Alexandre Magnos Gomes
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domingo, 8 de setembro de 2013
Esteja atento.
The Laughing Heart
Sua vida é a sua vida.
Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.
Esteja atento.
Existem outros caminhos.
E em algum lugar, ainda existe luz.
Pode não ser muita luz, mas ela vence a escuridão.
Esteja atento.
Os deuses vão lhe oferecer oportunidades.
Conheça-as.
Agarre- as.
Você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte durante a vida, às vezes.
E quanto mais você aprender a fazer isso, mais luz vai existir.
Sua vida é a sua vida.
Conheça-a enquanto ela ainda é sua.
Você é maravilhoso, os deuses esperam para se deliciar em você.
Sua vida é a sua vida.
Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.
Esteja atento.
Existem outros caminhos.
E em algum lugar, ainda existe luz.
Pode não ser muita luz, mas ela vence a escuridão.
Esteja atento.
Os deuses vão lhe oferecer oportunidades.
Conheça-as.
Agarre- as.
Você não pode vencer a morte, mas você pode vencer a morte durante a vida, às vezes.
E quanto mais você aprender a fazer isso, mais luz vai existir.
Sua vida é a sua vida.
Conheça-a enquanto ela ainda é sua.
Você é maravilhoso, os deuses esperam para se deliciar em você.
Charles "Hank" Bukowski.
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
O bicho preguiça.
Ela tinha o odor de alpiste. Não
sei o porquê, mas sei de que era o cheiro dela, pois cuidei diuturnamente de doze
gaiolas de Sabiás, Graúna, Saíras, Cancã, Tico-tico, Curió e Canários no quintal de um tio. O cheiro
de mamão e goiaba passados ainda me causa repulsa, nem todos os dias são
felizes quando somos crianças, os meus foram, naquele quintal com o Duque, um
pastor alemão enorme que era o protetor dali, o cão mais resistente do mundo,
nós éramos os herdeiros daquele reino. O reino das bananeiras, onde meu primo
insano fazia o que queria, no meio de lagartas e lagartixas a nos olhar, e
afirmar com a cabeça quando perguntávamos quem são os donos do lugar, as que
não concordavam, nós as enxotávamos, foram asiladas do reino de um Rei e Duque tão
cruéis.
Ela tinha os olhos tristes e estava
um pouco acima do peso, o cabelos desgrenhados, e sempre um sorriso no rosto, e
nunca me encarava, naquele dia não era diferente, mas meus amigos tiravam sarro
dela, numa brincadeira tola, chamando-a de fedorenta nos corredores da escola, e
eu que já tinha sido cruel com lagartixas, achava aquilo terrível, aquilo era
estranho, mesmo no reino das bananeiras.
Lembrei de um dia que outros amigos
de outra rua pegaram um bicho preguiça, lembrança mais recente que as do reino, e
como verdadeiros descendentes de índios selvagens do Amazonas, a mataram,
extirparam, tiraram o seu couro e a cortaram em nacos de carnes. Eles moravam
na parte de cima da rua, e todas às vezes que ia pegar o ônibus da escola,
lembrava deste dia, dos braços abertos dela, como pedindo algo para se agarrar
para não cumprir aquele destino. Ela não teve chance sobre aquela pedra fria do
tanque de lavar roupas, que via da rua quando passava por lá. Parecia natural,
aquele instinto para saciar a fome, a destreza da faca, o perder do brilho dos
olhos daquela vítima sem reação, pega pelo dorso e de braços abertos, a suplicar.
Agora os amigos de hoje corriam e
gritavam com ela. E ela desesperada corria deles, entrou no banheiro e só escutávamos
o berro e o choro dela.
Pouco tempo depois, o que seria
mais fácil com o Duque ao meu lado, como naquela tarde no campo de futebol que
intimidamos os quatro encrenqueiros da rua de baixo; Tomei a frente deles e
disse que era errado aquilo, que não podiam fazer isso com ela, só por ela ser
diferente. No que eles, os dantescos, passaram a gritar que éramos namorados,
fiquei atônito. O líder dos dantescos tinha a mesma tez do irmão mais velho
dos índios amazônicos, lembrei do bicho preguiça, dos sorrisos de satisfação,
onde está o Duque? – Morreu anos depois que deixei o reino, meu tio disse que
vivia acabrunhado. Eles morreram.
Ainda atônito, escutei um grito
assustador por detrás de mim, algo tinha se soltado, vindo do banheiro, a porta
aberta de supetão, ela passou por mim como se eu não existisse e agarrou o
sósia do Pajé, usando suas unhas como as garras do bicho, ou a faca na mão do
índio, com a mesma habilidade, enquanto rolavam no chão, agora eu não era o
único atônito ali. Ela se pôs de pé, e pela primeira vez me olhou nos olhos,
com um olhar assustado, as mãos ensanguentadas do falso índio, e correu de
volta para a sala de aula. Aquele momento nunca mais saiu da minha mente, aos
13 anos, percebi que alguns se colocam de pé só, mas por medo que a verdade
mais profunda seja descoberta, hoje mais velho sei que é, e que nada é claro
e simples, como antes, no reino das bananeira, onde as lagartixas diziam sim, ao Rei e Duque cruéis.
O rei morreu também neste dia.
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Alexandre Magnos Gomes
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Seu emprego.
O emprego: Animação ganhadora de 102 prêmios, da OpusBOU.
Marx fala da afirmação do homem, mas não só pelo trabalho.
Marx fala da afirmação do homem, mas não só pelo trabalho.
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Alexandre Magnos Gomes
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
MYM
Mind Your Manners: Pearl Jam em sua essência.
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Alexandre Magnos Gomes
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Um novo mar.
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Alexandre Magnos Gomes
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sábado, 17 de agosto de 2013
História da África em VIII volumes.
Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África foi
traduzida para o português e está disponível gratuitamente na internet.
Produzido pela Unesco – órgão da ONU voltado para educação, ciência e
cultura – o material possui quase 10 mil páginas e foi elaborado ao
longo de 30 anos. A obra conta a história da África a partir de uma
visão de dentro do continente, usando uma metodologia interdisciplinar. O
trabalho envolveu 350 especialistas de áreas como história,
antropologia, arqueologia, linguística, botânica, física e jornalismo.
A coleção aborda o continente desde a pré-história até a década de 1980. A narrativa atravessa períodos históricos marcantes, passando pelo Egito Antigo, por diversas civilizações e dinastias, pelo tráfico de escravos, pela colonização europeia e pela independência dos diversos países. A África é destacada como berço da humanidade e de contribuição fundamental para a cultura e a produção do conhecimento científico. A coleção completa pode ser baixada nas páginas da Unesco e do Ministério da Educação, na internet.
De São Paulo, da Radioagência NP , Jorge Américo.
Baixe aqui no Antigoegito.org
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Alexandre Magnos Gomes
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Saudações Lupinas: 93 anos, se vivo fosse.
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Alexandre Magnos Gomes
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Onde está esta juventude?
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Alexandre Magnos Gomes
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