sábado, 20 de fevereiro de 2016

Os lobos choram a morte.


Umberto Eco, filósofo, semiólogo e escritor.
*Alexandria, 5 de janeiro de 1932  +Milão, 19 de fevereiro de 2016

Verdade, Ética e Beleza.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

A morte é estranha.



Blues Boy King *16 de setembro de 1925 +14 de maio 2015


A morte,
por inlicitude, 
não se acanha, 
troca tudo,
por quietude,
essa estranha.


                     "B.B. King - Blues Boys Tune"


domingo, 26 de outubro de 2014

A matilha...


Auuuuuuuuu!

Só por hoje, amanhã vou mais para à esquerda!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ainda sem destino.


Easy Rider, 45 anos "Sem Destino".

"I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace."

George Hanson, a consciência da realidade em forma de advogado bêbado desajustado da sociedade que vê.


Steppenwolf - Born To Be Wild

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dia triste.

(1927-2014)


Morreu Ariano Suassuna.

Quando eu morrer, não soltem meu cavalo/nas pedras do meu pasto incendiado:/fustiguem-lhe seu dorso alardeado,/com a espora de ouro, até matá-lo.

Não soltem o meu cavalo...

Foi como perder o farol em mar negro e revolto...
Um farol dourado, de chama igual faíscas dos cascos de seu cavalo,
Que ele forjou com suas mãos e um sorriso.
"Do riso a cavalo e os sonhos a galope"
E a esperança, que rogo agora, troco por um desejo,
Com um pouco de bom senso e boa disposição,
De ainda continuar em frente.
Neste.
Triste dia.

terça-feira, 10 de junho de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Silêncio...



Macondo é meu estado de ânimo, que agora chora. 
As mariposas se recolhem, e esfregam suas lindas asas amarelas,
 baixinho, quase... 

em silêncio.

"pra sempre nos campos de morango...

o enterro do patriarca..."

domingo, 9 de março de 2014

Saudações Lupinas: 20 anos da gargalhada perfeita.




Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
Charles Bukowski, ( *16 de agosto de 1920 , +9 de março de 1994)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A Bósnia é aqui?



Não somos mais o Haiti, somos a Bósnia, ou não há similaridade? Um movimento contra o modelo do sistema capitalista e sua corrupção somatizada.

Zizek ainda é preciso.



Por Slavoj ZizekGuardian | Tradução: Vila Vudu

"
...
Os eventos fizeram surgir teorias da conspiração (por exemplo, que o governo sérvio teria organizado os protestos para derrubar o governo bósnio), mas é preciso ignorá-las firmemente, porque, haja o que houver por trás das manifestações, o desespero dos manifestantes é autêntico. Fica-se tentado a parafrasear aqui a famosa frase de Mao Tse Tung: há caos na Bósnia, a situação é excelente!

Por quê? Porque as exigências dos manifestantes são as mais simples que há – emprego, uma chance de vida decente e o fim da corrupção – mas mobilizaram pessoas na Bósnia, país que, nas últimas décadas, tornou-se sinônimo de feroz limpeza étnica

...
O problema aí é que esse universalismo liberal simplório já perdeu a inocência, há muito tempo. O conflito entre a permissividade liberal e o fundamentalismo é, na verdade, um falso conflito – um círculo vicioso e viciado no qual os dois polos pressupõem-se e geram-se mutuamente, um o outro.

O que Max Horkheimer disse sobre o fascismo e o capitalismo lá nos anos 1930s (que os que não querem falar criticamente sobre o capitalismo devem também calar sobre o fascismo) pode aplicar-se ao fundamentalismo de hoje: os que não querem falar criticamente sobre a democracia liberal devem também calar a boca sobre o fundamentalismo religioso.

Reagindo contra caracterizar-se o marxismo como “o Islã do século 20”, Jean-Pierre Taguieff escreveu que o Islã está em vias de mostrar-se como o “marxismo do século 20” para prolongar o violento anticapitalismo do comunismo, depois do declínio do comunismo.
...

Fotos e texto daqui: "Outras Palavras: Zizek, há mais do que fúria na Bôsnia."

sábado, 1 de fevereiro de 2014

As corporações.

 
 
Sempre um estado precisa se preocupar com a economia, mais ainda hoje, a grande luta ainda seria equilibrar essa economia e seu povo, as necessidades de sua sociedade.
 
Ora, temos 1% de empresas que produzem mais de 70% do PIB brasileiro, e que emprega um pouco mais de 40% dos trabalhadores, e uma tecnologia que vai diminuir, a médio prazo, vagas de emprego. E esta minoria financia a classe política que legislam as leis, inclusive define orçamentos em todos os poderes, criando superfície de corrupção para bancar riquezas da política local, nos municípios, a célula menor da organização política, as verdadeiras dinastias.
 
Por isso falo de dois modelos, um que se degenera, a democracia baseada no presidencialismo de coalizão, pela promiscuidade entre os interesses partidários e dos políticos, e a necessidade de aprovação das leis e projetos - mais de 1000 projetos foram propostos menos de 15 aprovados em 2012, e não porque são incompetentes, são competentes e ricos. O outro modelo que cresce mundialmente por influência desta força privada, à partir daquele financiamento dos candidatos, seria o capitalismo de estado, que é a  legislação por interesse das corporações, um neo-corporativismo, que lucra com a dívida interna e com a economia, e que levam estes volumosos rios de riquezas para o mesmo mar, um mar interno privado, de poucas famílias.
 
A mão não é mais invisível... Nunca foi, mas agora dá para vê nos grande prédios das grandes cidades, e o que muda é apenas o nível de autocracia do estado, e a língua de seus subservientes.

E onde estão estes 1% de corporações?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Fading in the grass...










We are but a moment's sunlight, fading in the grass...




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Saudações Lupinas: Morreu um homem, fica o mito.




...

Não importa quão estreito o portão
Quão
repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

Valeu, Madiba!

sábado, 9 de novembro de 2013

Viva!



De "CANTO A MIM MESMO" 
1 - Com música forte eu venho
Eu rufo e bato o tambor pelos mortos
e sopro nas minhas embocaduras
o que de mais alto e mais jubiloso
posso por eles.
Vivas àqueles que levaram a pior!
E àqueles cujos navios de guerra
afundaram no mar!
E a todos os generais
das estratégias perdidas,
que foram todos heróis!
E ao sem número dos heróis maiores
que se conhecem!
...

Walt Whitman.

Tradução de Eduardo Francisco Alves Geir Campos.





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Saudações Lupinas: "Ei, menino branco, o que você fazia aqui?"

Lou Reed, *2 de março de 1942  +27 de Outubro de 2013.



The rich son waits for his father to die
The poor just drink and cry
And me I just don't care at all


The man of good fortune.

domingo, 20 de outubro de 2013

sábado, 19 de outubro de 2013

Saudações Lupinas: Versus faz 20 anos.





20 anos do lançamento do disco VS. do Pearl Jam, brindo com a performance RearviewMirror no PinkPop 2000.

Envelhecendo, mas não como gado, e apreendo que meu passado me trouxe aqui, a ser o que sou, cada dor, cada alegria, cada susto que a vida me deu, de bem ou mal, me fez mais forte, e compreendendo, que ainda sou nada, só mais emancipado.

"I guess it was the beatings made me wise
But I'm not about to give thanks, or apologize"

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Um mundo póstumo.



"Fotógrafo registra tribos e comunidades remotas prestes a se extinguir"



O fotógrafo britânico Jimmy Nelson desenvolveu um trabalho maravilhoso e póstumo, visite:



Na foto são mulheres Himbas no deserto, elas pertencem a um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas que vivem no norte da Namíbia, na região de Kunene. 

Comovente.









domingo, 13 de outubro de 2013

Another brick?


Quando fazia universidade, em alguns dias da semana, passava um cara em um bugre tocando sempre a mesma música bem alta, acho que ele "cronometrava" para estacionar o carro no pátio das salas tocando-a, na sua frase de efeito - All in all you're just another brick in the wall - para mim a letra era óbvia, simples como uma letra de rock deve ser - e era profunda, mas duas coisas ajustaram-na em minha cabeça, não só pela opressão da educação da letra, nosso primeiro contato com o fascismo, mas como nos tornamos mais um tijolo, cegos e bem adestrados, deste muro de interesses escusos.

E mais três coisas me jogaram adiante, Zola em Germinal, Salinger em O caçador nos campos de centeio e Foucault em vigiar e punir, na visão social... Gogh como estética de um pintor que não vendeu um quadro em vida, e a Thoreau em A Desobediência Civil - que inspirou Gandhi, indicado por Tolstói, e Steinbeck em Vinhas da ira, na visão política.

Então, não é o que eu fiz que fez pensar diferente, mas o que os outros fazem que me faz pensar diferente, como aquele cara em alguma manhãs, no seu carro e seu drama - sei lá qual era, mas que não queria ser mais um tijolo no muro de uma sociedade montada na modernidade, e ajustada como trilho, e que só repete seu mantra enganador, e nos observando.

Falo isso não para afrontar os que pensam diferente de mim, mas para mostrar aos que pensam parecido que  vocês não estão só. Como fez o cara do bugre e eu não o disse, que pensava parecido, e sorte que nesta vida encontrei vários assim, uma legião, e espero que ele tenha tido a mesma sorte.