domingo, 13 de março de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XIII.



Poema nos meus 43 anos.


Terminar sozinho
no túmulo de um quarto
sem cigarros
nem bebida —
careca como uma lâmpada,
barrigudo,
grisalho,
e feliz por ter
um quarto.


...de manhã
eles estão lá fora
ganhando dinheiro:
juízes, carpinteiros,
encanadores, médicos,jornaleiros, guardas,
barbeiros, lavadores de carro,
dentistas, floristas,
garçonetes, cozinheiros,
motoristas de táxi...

e você se vira
para o lado esquerdo
pra pegar o sol
nas costas
e não

direto nos olhos.


sábado, 12 de março de 2011

Evoé, Titãs!





Uma nação preparada para a tragédia, onde a razão especifica o agir, e a disciplina define conduta, mesmo assim sofre com a tragédia e o acaso!


Pobres cachorros de palha japoneses!


Mas a coragem é marca deste povo, creio nisso.

Zen em quadrinhos I.





Os pré-socráticos tinham esta mesma impressão, por que entendemos tudo como distinção?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Você tomaria uma garrafa de veneno?




No Brasil, a utilização anual de agrotóxicos é de cerca de 130 mil toneladas de ingrediente ativo, o elemento químico principal.


O que dá 600g per capita.


Você tomaria?



Mais informações, aqui

quinta-feira, 10 de março de 2011

URSS ou USA?







Estas fotos são de alguma cidade do USA ou na antiga URSS? Resposta aqui.

quarta-feira, 9 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia internacional da mulher.




Vocês têem no corpo o bálsamo para nossos medos e dores, vocês são a fonte anima e animal de nosso viver. Nada é tão intenso quanto o amor, esse cão dos diabos, e nada recupera mais o nosso ânimo, quanto um gesto de vocês. "Vocês são o ar que os nossos corações respiram".

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Uivo cantado VII.




Água para desopilar o fígado, e rock, o ouvido!

Saudação Lupina: Alberto Granado.

Chê sobre a moto La Poderosa, e Alberto Granado de capacete, a esquerda.




Morre Alberto Granado, (* 1922, + 2011).



Algumas viagens podem mudar o mundo, outras são só para se gabar com os amigos. Mas todas devem ser vividas.





"Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?" Kerouac.


"Adiós, Mial!!"

sábado, 5 de março de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XII.



CARNAVAL

A vida é uma tremenda bebedeira.
Eu nunca tiro dela outra impressão.
Passo nas ruas, tenho a sensação
De um carnaval cheio de cor e poeira...

A cada hora tenho a dolorosa
Sensação, agradável todavia,
De ir aos encontrões atrás da alegria
Duma plebe farsante e copiosa...

Cada momento é um carnaval imenso
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso

De mais... Balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver onde é que tem o pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça...
...


Álvaro de Campos.


O mamífero que nada.





‎"Graças ao tempo passado na água desde a infância, quando seus olhos estão se desenvolvendo, os Bajau normalmente têm um visão extremamente boa debaixo d'água.

Seus músculos dos olhos se adaptaram para contrair mais as pupilas e mudar a forma do cristalino, aumentando a refração de luz."

Darwin rules?!



Na reportagem da BBC

sexta-feira, 4 de março de 2011

No covil: Pensamentos XII







Um bilhão de pessoas no mundo vivem em favelas, podendo chegar a dois bilhões até 2030. (Fonte Wikipédia).




quinta-feira, 3 de março de 2011

No covil: Pensamentos XI.


"Que lugar é aquele onde me encontro ao ver um pôr-do-sol? Diria a Ciência: certamente é um lugar alto e versado para oeste.

Concordo, mas por que esse pôr de sol me faz sentir triste? A Ciência diria: os relógios biológicos do corpo registram uma curva descendente da atividade metabólica que leva a esta sensação.

Concordo, mas por que esse pôr de sol me faz pensar no tempo? A Ciência diria: porque a elaboração psíquica do tempo permite uma melhor adequação à pressão evolutiva.

Concordo, mas por que o tempo me faz pensar que existe um antes e um depois, e um infinito, e um presente eterno? A Ciência diria: não sabemos, mas saberemos.

Concordo, mas por que o eterno me faz às vezes ter vontade de viver e às vezes de morrer? Que sentido tem um universo de tal jeito? Por que falo português e não japonês? O que é destino? Por que é necessário que o necessário seja necessário? A Ciência diz: isto jamais saberemos."

Nicola Galgano, filósofo paulista.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XI.




provaremos as ilhas e o mar.

sei que em alguma noite
em algum quarto
logo
meus dedos abrirão
caminho
através
de cabelos limpos e
macios

canções como as que nenhuma rádio
toca

toda a tristeza, escarnecendo
em correnteza.



O velho Hank em "O Amor é um cão dos diabos.".

terça-feira, 1 de março de 2011

Pela liderança da matilha V.





"Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!"

Dizia o Coelho branco, em "As aventuras de Alice no país das maravilhas".

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MAN in the The Devil's Dictionary.



MAN, n.
Um animal tão perdido na contemplação arrebatadora de que ele pensa, que ignora o que ele incontestavelmente deveria ser. Sua principal ocupação é o extermínio de outros animais e de sua própria espécie, que, no entanto, se multiplica com rapidez insistente como a infestar toda a terra habitável e o Canadá.



Ambrose Bierce (*1842,+1913), texto de 1911;
The Devil's Dictionary.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ALI_SE: Pensamento orgânico


"Como longos ecos que ao longe se fundem
Numa tenebrosa e profunda unidade,
Vasta como a noite e como a claridade
Perfumes e cores e sons se respondem".




"Inspirado" em ALI_SE: Pensamento orgânico: "... aquilo que distingue um corpo não orgânico de um corpo vivo é que o primeiro é delimitado de fora, é do exterior que ele recebe seu imp..."

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uivo cantado VI.




A eternidade pode ser explicada num instante, no tempo de uma música.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro X.




"DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"

Mario Quintana





Pela liderança da matilha IV.


Vejam os feitos culturais memoráveis no Brasil dos últimos cem anos.

Vejam os acontecimentos políticos conseqüentes e as lutas populares quase sempre perdidas. Tento sempre assumir o olhar do povo olhando os ricos viverem e se regalarem; mas vivendo, ele também, com essa alegria tão miraculosa para gente oprimida e esfomeada.

Há tanta história escrita por aí, tanta crônica folhuda, tanta sociologia resignada interpretando o sucedido! Há tudo isso, mas há também esse imenso vazio de desmemória, a fazer de nós um país eternamente inaugural.

É hora de lavar os olhos para ver nossa realidade, é hora de passar o Brasil a limpo para que o povão tenha vez. É indispensável impedir o passado de construir o futuro. Quero dizer, é preciso tirar da gente que nos regeu e infelicitou através dos séculos o poder de continuar conformando e deformando nosso destino. No dia em que todo brasileiro comer todo dia, quando toda criança puder completar a escola, quando todo homem e toda mulher encontrar um emprego estável em que possa progredir, se edificará no Brasil a civilização mais bela deste mundo.

Desejo apenas que algum jovem pense que é tempo de tomar esse país nas mãos, para construir aqui a beleza de nação que podemos e havemos de ser.

Darcy Ribeiro, Antropólogo, escritor, poeta, Etnólogo, e dono de uma total falta de senso comun e bom senso.


O que falta?

Senão aquela vontade imperscrutável, aquela força de crença em um ideal, a vontade suprema e inviolável de mudar as coisas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saudação Lupina: Bob Marley.

Pérolas aos porcos, Bob!




Pílulas do Durden I: Só para lobos.


Escutem bem, larvas!

Vocês não são especiais.



Vocês não são um floco de neve bonito ou único.
Você é a mesma decomposição de matéria orgânica que qualquer outra coisa.



Você não é o seu trabalho.
Você não é a quantia de dinheiro que você possui no banco.
Você não é o carro que dirige.
Você não é o que tem dentro da sua carteira.
Você não é a porra da sua calça.

Você é toda a merda ambulante do mundo.


Perca todas as ilusões! Você não precisa ser uma celebridade, nem precisa ser rico, nem a ciência resolve todos os seus problemas, nem a religião pode melhorar você e nem a tecnologia tem todas as soluções. Assegure-se disto e seja feliz!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uivo cantado V.







"Não há mais grandes líderes para lhe dizer o que fazer e para aliviá-lo da responsabilidade pela conseqüência de seus atos; no mundo dos indivíduos há apenas outros indivíduos cujo exemplo seguir na condução das tarefas da própria vida, assumindo toda a responsabilidade pelas conseqüências de ter investido a confiança nesse e não em qualquer outro exemplo." Zygmunt Bauman - Sociólogo e filósofo polonês.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos X.



Hey, Wall Street, listen!

"Vocês são hipócritas, nós seremos cínicos; vocês falavam como moralistas, nós falaremos como canalhas."

Alexander Herzen - filósofo, escritor, jornalista e político russo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Não acredite em simulacros e no egoísmo.







Rios caudalosos levam milhões de dólares dos pontos de produção para o centro do coração do capitalismo, passando por negócios escusos, prevaricação, simulacros midiáticos, desperdícios de produtos e energia e gerando muito lixo, suprindo uma classe média alienada e enriquecendo uma minoria com o único propósito de dar um sentido às suas vidas vazias, com o poder, afetação, vaidade, luxo e pompa, mas traz o medo e a esquizofrenia, bem mostrada em Cidadão Kane, onde o grito na hora da morte, era apenas uma lembrança. Patologias sociais, sequelas ou reações adversas, na competição, na doutrinação e vigilância comportamental citada por Orwell e relatada por Foucault, e principalmente imposição de ideologia via a mídia. Uma sociedade de compulsão pela morte, diria o bigodudo.

E descartando uma maioria para uma situação de plena pobreza e quase nenhum acesso ao mínimo de dignidade humana. Então sob o jugo de tiranias de poder estatal e econômica, criando milhões de refugiados destas ditaduras, guerras, disturbios sociais e repressão econômica, ou mesmo, pasmem, escravidão no trabalho e a sexual, em vários lugares do mundo. E agora os refugiados ambientais, como no êxodo das vítimas do Katrina e em Tuvalu e Mianmar. Pela loucura do desperdício e consumo, estamos pertubando o meio-ambiente, tão rapidamente, que mesmo sendo o aquecimento um processo normal, estamos ampliando o poder deste, com nosso Modus Vivendi inconsequente.

Desconstrua, como em Derrida - que [é] sair de uma 'prisão' ou de uma ordenação do mundo que aprova sub-repticiamente certos aspectos da ordem estabelecida pela autoridade (Ali_se).

Reordene o mundo, seja um fator de mudança, saia da alienação que lhe é imposta desde a geração dos seus pais, ou antes deles. Wake up!

Dá para baixar ou vê o filme pelo blog DOC VERDADE, abaixo.

Documentários de verdade!: Zeitgeist Moving Forward EARLY RELEASE (2011): "(EUA, 2011, 162 min. - Direção: Perter Joseph) “O que é aceitável e respeitável na nossa sociedade é uma coisa altamente arbritária” ..."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro IX.



"Uma poesia é boa quando temos a impressão de que ela é que está nos lendo, e não o contrário." Nicholas Gimenes, no blog.

tecle no (CC) pra traduzir.

Todos os poemas têm lobos dentro VIII.

Vicie o seu cérebro...
"Cheire Sartre, fume Bakunin, beba Foucault, e reze para São Marx."

Sávio Notarangeli





E dance com Nietzsche: "EU NÃO ACREDITO EM UM DEUS QUE NÃO SAIBA DANÇAR"


Dança Primeva (Maat)

o deus a que chamais Deus não é deus
é carbono puro um diamante
que geometriza no ante-dia da luz
uma esfera de silêncio soltando pétalas de H2 e O
fazendo o seu discurso no ninho do núcleo
traçando rectas curvas portas luminosas
gotas de fogo solitários versos de chuva
brilha no centro das horas do Abismo
resplandece roda tece
o primeiro rascunho surge
uma mão pousada em Vénus outra em
Ain Sof
são de água e curvas as suas vozes
na delicada toalha de luz e pó
portas de prata os símbolos
as uvas crescem no ventre invisível de Kether
os dedos apontam os ramos das rosas
finos dedos de azeite e Sol de mãos dadas
muito antes de Mercúrio ou de Apolo
eis a linguagem primeva da Luz
com o Sonho rodando em torno do seu núcleo
uma dança de ritmo sete uma dança-prisma
cega e luminosa
de
carbono
puro.


Se tem dúvida, pergunte.

No covil: Pensamentos IX.



"E então "Sapiens"? O que você tem a dizer?"

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Lobo ri I.




Tira autoexplicativa, ou auto-explicativa.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos VIII.



Este clip, além da música pertencer ao belo seriado "Capitu", já havia me cativado antes mesmo disto. A festa, a ressaca na praia, a música e dança é como um lúdico lugar, entre amigos e festa pagã, sem exageros, que também é uma fuga - por que você é tão reprimido?.

Mas, o que mais me comove é quando ele diz:


"Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos debaixo da terra
Assim como eu, nós bebemos até
morrer, nós bebemos essa noite

Longe de casa, com armas de caça
Vamos abatê-los um por um
Nós vamos derrubá-los, eles não foram
encontrados, eles não estão aqui

Que comece a temporada - eles devem cair
Que comece a temporada - derrubem o grande rei"



Quem são os seus grandes reis? Quem, ou o quê, dita a sua vida, que o castra, que o impede?

Atire nele, com sua vontade de potência, e começe sua dança pagã.
Jogue os dados, e a gargalhada final, a perfeita, será sua.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro VII.



Nascido nisso, e agora como dantes, e é só acrescentar, então, o estereótipo da celebridade do entretenimento, da Sociedade do espetáculo de Debord, a que escolhe o que doutrina.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos VII.




Nautilóides, milhões de anos te contemplam!

Nós que temos apenas milhares, e achamos que somos, presunçosamente, o ápice da evolução, Te saudamos!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos VII.


"A massa sustenta a marca; a marca sustenta a mídia; e a mídia controla a massa." George Orwell, escritor, (1903-1950).


A condução do querer - Blog Observar e absorver

domingo, 13 de fevereiro de 2011

202 anos com cara de 22.




Ontem foi aniversário de nascimento de Charles Darwin, esqueci completamente, mesmo lendo várias blogs com tema relacionado, esqueci, culpa da degradação mental, coma alcoólico, Alzheimer, stress, demência, vida conturbada, problema pessoal...

Não tem desculpa, mas confesso que sou péssimo de datas, meus amigos que o digam, na verdade faz parte de meu estilo, meu dia é hoje, e de todos a quem vejo ou leio, com certeza é algum tipo de autismo, ou falta de concentração, sei lá. Tirando a faca de minha garganta e colocando no chão, li Darwin pela primeira vez numa coleção de banca de jornal, isso fora dos livros didático, e aquilo me fluiu, li depois "A origem...", lembro que na biblioteca da minha escola, o livro tinha saído umas duas vezes em 5 anos.

Engraçado que parecia que havia encontrado um velho amigo, aquilo me batia como água de quartinha, fresca e restauradora, de explicação simples pois "A complexidade mata", e principalmente, me tirava dos dogmas da criação e minha revolta com deus. Na verdade, meus questionamentos religiosos começaram a acontecer quando comecei a imaginar o infinito, e isso aos 14 anos não parece ser muito salutar, e ainda hoje me afeta de alguma maneira, me deixando mais confuso.

A partir dali, cai ainda numa armadilha criacionista, da sublime inteligência de Deus, de apartir de um simples acender de partícula, BANG, criou-se o mundo, e a regra. Darwin caiu nesta tentação também, "Humano, demasiadamente humano" diria o bigodudo, pelos que amava talves, pois do outro lado tudo parecia sem sentido.

Sem sentido, um caos, apenas caos disforme, e nossa lógica e razão só enxerga parcialmente, de forma míope.

Tenho tendencia ao nihilismo, ativo, direi a Nietzsche. O reducionismo é ainda para mim a maior dialética, o parto de Sócrates pela maiéutica. Reduzir, desfragmentar, desconstruir como Foucault. Não havia mais saída, a mosca azul do tsé-tsé já havia me mordido pela maravilhosa diversidade e ainda pela fantástica semelhaça na anatomia comparativa. Pronto, tudo ficou simples, mas ainda com pouco sentido. Na verdade o sentido é o instinto, ou pulsão de vida e morte, do memes de Dawkins, no DNA... Achamos o ponto de virada, o DNA.

Bom, tem ainda muitas dúvidas, e curiosidade, mas o bom é o mistério, chato é o fim quando você diz "eu sabia que era o mordomo!", não?. Na verdade não me importo mais de onde viemos, e se há uma entidade criadora intencional, deista ou teista, para mim não há, e é minha episteme, mas como existencialista eu não me importo em mudar a sua crença desde que por ela você não queira matar um outro ser vivo qualquer, a não ser pelo único motivo de se alimentar ou defender os seus. A única coisa que quero é desmontar este narcisismo antropocentrista de nós humanos, que achamos que somos o pináculo evolutivo, humpf!

Vieram outros: Goeldi, Castanheda,Sagan, Sartre, Jesus (Surpresa!), Cousteau, Niet, Camus, Thoreau, Dosto, JGould, Dawkins, vários. Não vou apontar mais para não esquecer ninguém... Mas ele, CD, foi o que me desmontou. E assim, com cara de um bom velhinho inofesivo, mudou todos das gerações depois, colocou irmão contra irmão, e simplemente porque gostava da natureza e de seu trabalho, sendo fiel aos dois.

Ele é o maior anarquista subversivo que eu conheço, e admiro. Parabéns, e obrigado!


Desculpem esse pobre estúpido, bati o texto de primeira, e deve ter erros e lacunas. A minha grande sorte é que ELAS "só querem se divertir".



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pela liderança da matilha III.


“Não há uma vantagem absoluta no desenvolvimento da inteligência. Ela é uma tremenda adaptação, uma formidável ferramenta desenvolvida pela humanidade, mas não é uma garantia de que vamos sobreviver para sempre como espécie.” Stephen Jay Gould.

Colocando o homem no seu lugar, como cachorro-de-palha.


Entrevista com Stephen Jay Gould.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uivo cantado IV.



"I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine..."


E o que há "descendo a Av. da Morte, colhendo pétalas" é que neste interim, o que há é meu.


Ao Canis. Nesta sexta lenta como um blues chorado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos VI.



Capitalismo de simulacro: a Coca-cola é o refrigerante que mais vende e mesmo assim é o mais caro.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos V.

Mike atravessando 2000km na África, Congo-Gabão.
"Alguém pode entender o significado de tudo isso em
nossa sociedade? Dinheiro!?"


Mike Fay, Naturalista e conservacionista.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uivo cantado III.



"O teatro mágico, só para loucos" HH.

Saudação Lupina: Júlio Verne.




"Podemos violar as leis humanas, mas não as da natureza."


Júlio Verne (8 de Fevereiro 1828 – 24 de Março 1905).



A minha homenagem para aquele que me inspirou a imaginação, o desejo de aventura e o senso científico. E acredito, de outros também.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

No covil: Pensamentos IV.

...minha especialidade é viver - era a legenda de um homem (que não tinha renda porque não estava à venda)...

e.e.cummings

Todos os poemas têm lobos dentro VI.

Não te Arrependas

Não te arrependas, Amada, porque a mim tão depressa
te deste!
Podes crer, nem por isso de ti penso coisas insolentes
e vis!
Vária é a acção das setas do Amor: algumas arranham,
E do rastejante veneno languesce pra anos o peito.
Mas, com penas potentes e gume afiado de fresco,
Outras penetram até ao tutano e rápido inflamam
o sangue.
Nos tempos heróicos, quando Deuses e Deusas amavam,
Ao olhar seguia o desejo, ao desejo o prazer.
Crês tu que a Deusa do Amor pensou muito tempo
Quando no bosque de Ida um dia Anquises lhe
agradou?
Se Luna tardasse a beijar o belo dormente,
Auiora, invejosa, em breve o teria acordado.
Hero descobriu Leandro no festim ruidoso, e ligeiro,
Ardente saltou o amante pra a corrente nocturna.
Rhea Sílvia, a virgem princesa, vai descuidosa
Buscar água ao Tibre, e o Deus dela se apossa.
Assim Marte gerou os seus filhos! — Uma loba
amamenta
Os Gémeos, e Roma nomeia-se princesa do mundo.

Johann Wolfgang von Goethe, in "Elegias Romanas"
Tradução de Paulo Quintela.



Luv, Vera.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

No covil: Nas paredes I.

Campo de Trigo com Corvos.

"Temos a Arte para que a verdade não nos destrua."
Nietzsche.

O lobo e a estepe.


Hermínia para o Harry:

"Você, Harry, sempre foi um artista e um pensador, um homem cheio de fé e de alegria, sempre no encalço do grande e do eterno, nunca se contentando com o bonito e o mesquinho. Mas quanto mais despertado pela vida e conduzido para dentro de si mesmo, tanto maior se tornou sua necessidade, tanto mais fundo mergulhou no sofrimento, na timidez, no desespero; mergulhou até o pescoço, e tudo o que no passado conheceu, amou e venerou como belo e santo, toda a sua fé de então nos homens e em nosso elevado destino, nada pode ajudá-lo, tudo perdeu o valor e se fez em pedaços. Sua fé não encontrou mais ar que respirasse. E a morte por asfixia é uma morte muito dura. Não é verdade, Harry? Não é esse o seu destino? [...] Você trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, uma exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos e sacrifícios, e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, com rasgos de heróis e coisas parecidas, mas um salão burguês, no qual se vive inteiramente feliz com a comida e a bebida, o café e o tricô, o jogo de cartas e a música de rádio. E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo, veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos, não passa de um louco ou de um Quixote.".

HESSE, H. O Lobo da Estepe.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uivo cantado II.





I'll swallow poison
until i grow immune
i will scream my lungs out
till it fills this room

How much difference…
how much difference…
how much difference does it make?
how much difference does it make?

Qual?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro V.




A noite será devagar.


bem, aqui estou eu
de novo
ouvindo as boas e velhas
músicas
de novo,
sentindo tristeza,
a boa
tristeza
à moda antiga
em que as lágrimas
não chegam
a sair.
bom.
ouço mais um pouco.

a mente pode
consumir quantidades
mágicas de
memória
enquanto a noite se
desdobra
noite adentro,
enquanto outro charuto
é acesso,
como se pode ficar
terrivelmente amuado
quando velhas
músicas seguem-se
uma às
outras,
rostos são
lembradas,
rostos jovens,
como fatias novas de uma
maçã,
estão mortos
agora,
quase todos
eles
mortos
agora.

a aparente
beleza e
a aparente bravura,
se foram.

sentado aqui
permitindo que meus
melhores sentidos
sejam diluídos pela
melancolia,
um homem
velho,
lembrando
de novo,
olhando de cima
a baixo o bar imaginário
cheio de assentos
vazios,
pensando naquela
criança com os loucos
olhos
vermelhos
que sentava lá
enchendo o copo e
enchendo e enchendo e
enchendo
de novo
ao ponto da
imbecilidade,
agora lembrando,
ouvindo
de novo,
permitindo a idiotice
entrar
de novo,
somos todos
idiotas para sempre
idiotizados
para sempre.
alegremente.
agora.


Para minha mãe, com amor.


E escute isso, no final do baile...

No covil: Pensamentos III.


"Adultos são crianças obsoletas" - Dr. Seuss

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O planeta e quem o consome.



É preciso lembrar que estamos há tão pouco tempo aqui, e menos ainda com nossa sociedade moderna devoradora de recursos, com vantagem para uma minoria, considerando os nossos 6 milhoes de indivíduos. E já fizemos bons estragos, e com o principal motivo de acumular riqueza?! E numa economia baseada na guerra e armas!!

Não existem pré-destinados e eleitos, isso é a forma tacanha e egoísta de se viver.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pela liderança da matilha II.

Muros da ditadura, reais e imaginários.

Segundo os dois autores [Juan Linz e Alfred Stepan em “A Transição e Consolidação da Democracia – a experiência do Sul da Europa e da América do Sul”.] que citei acima, uma prosperidade econômica prolongada em um regime autoritário também pode minar os fundamentos de autojustificação do regime. O sucesso econômico prolongado pode contribuir para a percepção de que as medidas coercivas de exceção, adotadas pelo regime não-democrático, não são mais necessárias e podem vir a ser um mal para as conquistas já alcançadas. Crescimento econômico também pode elevar o custo da repressão, facilitando assim a transição para a democracia. Por exemplo, aumento da classe média, expansão da educação e contato com outras sociedades pelos veículos de comunicação.
No Blog do Sakamoto,sobre o Egito.

A informação é inimiga da ditadura, a educação também. Elas promovem o crescimento econômico e social. Mas, de todos os regimes autoritários o mais resistente é o que se esconde atrás de necessidades, da demagógica e escusa criação de necessidades, de um conformismo com as tragédias humanas e com os ensejos apenas individuais.

Já que a informação e a educação são etéreas e é sem valor axiológico determinado, podem ser usadas como a energia atômica, para o bem ou mal. O que nos faz escolhermos um lado ou outro da faca? A dor? O medo? A empatia com o sofrimento alheio? O altruísmo? O prazer?

Não sei. O que usar como referência?

Tudo faz pressão, mas são como falsos nortes, falham em algum momento e nos levam ao erro, como afirma Locke, "O erro não é uma falta de nosso conhecimento, mas um equívoco de nosso julgamento, assentindo a algo que não é verdadeiro". Alguns autores existencialistas colocam que a liberdade e as escolhas são a semente da miséria, pois toda escolha é errada, por não existir sinais no mundo. E o que criaria a falta destes sinais senão o absurdo?. Sartre diz que é preciso escolher mesmo sem referência, como em "A Náusea" tudo é gratuito e sem sentido, e não podemos agir por má-fé, em fuga destas escolhas. Angústia e náusea, então.

Portanto, mesmo com poucos lugares justos, só reconhecendo outro humano como "irmão" na existência, e do seu direito fundamental a vida, é que começo a entender onde podemos chegar. E assim agir por toda a humanidade. Ora, só assim mataremos o assassino do homem.

Lugar comum? Talvez... Precisa ser incomum?



"No Matter Where, No Matter How Tall, All Walls Fall."
No muro israelita, no lado palestino.

Todos os poemas têm lobos dentro IV.



Um pré-humano morto:Australopitecos.

Sou um pré-humano morto.
Eu marquei a minha existência com pegadas a beira de um lago.
Não pensava, mas existia.
Senti, e sinto todas as angústias de outros da minha espécie ou não.
O medo e o prazer.
E sei tudo o que me é importante.
Onde tem água, comida, quem são meus amigos e inimigos, e a quem eu amo.
E, principalmente, que quando morremos tudo acaba.
Deixamos apenas restos, só pegadas num lago.
A minha vida foi simples, comia, bebia, dormia, mas quando tinha e podia.
E não carregava nada em minhas mãos, para tê-las livres, sempre.
Fugi e me escondi várias vezes.
Morri jovem, na medida do homo sapiens, mas vivi intensamente.
Morri de forma medíocre, em uma luta para proteger os meus.
E morri primeiro, pois é melhor do que vê-los morrendo.
Você me conhece.
Olhe nos meus olhos, fite-os.
E verá na escuridão deles o seu rosto.
Eu sou parte de todo humano.
Eu estou vivo em toda humanidade.
Eu estou vivo em você.

Porque o mundo não começou com a razão.


Todos os poemas têm lobos dentro III.



Acreditei nos meus pais... Acreditei em deus... Acreditei em meu país... Acreditei nos homens... Acreditei no amor... Acreditei na razão... Acreditei na arte... Acreditei em mim... Agora, não há mais nada para acreditar.

sábado, 29 de janeiro de 2011

No covil: Pensamentos II.

"All man's alibis are unacceptable: no gods are responsible for his condition; no original sin; no heredity and no environment..." Kaufmann.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uivo cantado I.




É, sou um dos orfãos!

Pela liderança da matilha I.

A meia-noite ele chegou, no horário dos boêmios. A sua silhueta passou por minha porta ainda aberta. Trazia já pelo meio a garrafa de whisky, e um copo sem gelo na outra mão.

Não o encarei, já sabia quem era, e ele sabia usar aquele estranho olhar quando queria. E eu não queria falar com ele, mas nada podia fazer.

Caiu sobre meu sofá com um ar fúnebre.

- Tá na fase pesada novamente? Apontei para a garrafa.
- Nunca sai... Disse ele carregado de embriaguez e do sotaque francês.
- Isso lhe matou! Retruquei, mas sabendo do meu pecado.
- Dizem que o cigarro mata antes! Acendeu um cigarro, que iluminou seu rosto, seus óculos e o olhar reconhecível em qualquer lugar.

A fumaça encheu minha sala, na TV passava algum documentário sobre engenharia, e deixou azul o vaporado. Ele simplesmente começou a falar:

- Fico perguntado o que você não entendeu, e o que aconteceu com todo aquele impeto que você tinha, agora você vive nesta roda viva de ganhar dinheiro para sobreviver. O engajamento pede e merece sacrifício! Tentei retrucar e ele levantou o copo, pedindo para parar.
- Você vai dizer que só tem adversários e não inimigos, eu sei... Eles usam agora da mesma tática de Goebbels, e sorriem enquanto infiltram em sua mente, mas já não seria aí uma inimigo? Não, você nem sabe por onde começar, você parece que ficou cansado, a vida chutou essa sua bunda e você não fez nada com o que lhe deram.
- Mas...
- Não! Você é produto de tudo que escolheu, você sabe disso, e que besteira é esta que o inferno são os outros?! As suas escolhas são suas, e era isso que o bigodudo cobrava, e não que todas as verdades são certas, mas você preferiu se embriagar e reclamar como o Hank! Um labirinto de canos...
- Nem tocar um instrumento você aprendeu! Tomou o resto do whisky do copo.
- Depois dos Beatles e os clássicos, fiquei sem graça! Pausa eterna.
- Ahh, você ficou muito bom em dá desculpas! Isso sim! Nunca tentou escrever?
- Não... Tentei, mas erro em lógica e gramática.
- Você não lia Shakespeare, Tolstoi, Fiodor, Dante, Thoreau, Kant?! Germinal! Droga, você leu Germinal. Você leu Steinbeck!! O que ficou?! Outra eternidade de pausa.

Levantou-se, e parado, olhando para mim, praguejou:

- Não foi para homens como você que eu escrevi.

Hoje realmente eu não queria falar com ele. Tentei tomar a garrafa enquanto ele sai, não tinha nada para beber na geladeira nem na estante. Nem um bar aberto nesta segunda maldita.

- Hoje você não vai ter nenhum alento! Disse ele.

E saiu, como chegou. Deixou-me nocauteado, sua esquiva e o direto no fígado estão perfeitos.
O que falar para um homem em que dizem que escreveu um livro baseado num copo de cerveja.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

No covil: Pensamentos I.

Tiamat e Marduk.


"A realidade é meramente uma ilusão apesar de ser uma ilusão muito persistente."

Albert Einstein

Diversidade e adversidade.



A humanidade sempre me fascinou. Não só uma forma de vida, mas como somos os animais mais adaptáveis, e mesmo que na pior adversidade, alguns de nós poderiam sobreviver.

Neste documentário de imagens fantásticas da BBC, sobre como somos tão diferentes e ainda tão iguais, lembro de meu lema de vida, mesmo sabendo que não é fácil:

"Pela diversidade e igualdade"


Gostaria de não ter temido o que vinha, e saído por ai, para conhecer realmente o mundo - Como diria Marcus Aurelius, um dos césares, só temos o momento agora, não temos o passado e o futuro, não tinha o que temer, não?. Como McCandless, escutado o chamado selvagem, e hoje falar de causa conhecida, e não só imaginada, que somos o que somos, porque somos diferentes entre nós.

"Não seremos capazes de modificar um único homem; e se alguma vez o conseguíssemos seria talvez, para nosso espanto, para nos darmos também conta de outra coisa: é que teríamos sido nós próprios modificados por ele!" Friedrich Nietzsche.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro II.




CONFISSÃO


esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama

sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco

vai sacudi-lo e
talvez
sacudi-lo de novo:

“Henry!”

e Henry não vai
responder.

não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.

no entanto,eu quero que ela
saiba
que dormir
todas as noites
a seu lado

e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas

e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:

eu
te amo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Chimpanzés ou Bonobos.

Primeiro, esse video de Frans de Waal, um biólogo que estuda há muito tempo os primatas, e fala de uma coisa que já venho pensando, desde que li O animal moral.

E o outro é este artigo da série Questão de Ética - Sônia T. Felipe, de onde tirei o nome do post.

A natureza tem várias saídas, a maioria delas inatas, às vezes mais do que gostaria a nossa enraizada visão antropocentrica.

"You have your way. I have my way. As for the right way, the correct way, and the only way, it does not exist." Friedrich Nietzsche.

Todos os poemas têm lobos dentro I.


"A Queimada":

"Queime tudo o que puder:
as cartas de amor
as contas telefônicas
o rol de roupas sujas
as escrituras e certidões
as inconfidências dos confrades ressentidos
a confissão interrompida
o poema erótico que ratifica a impotência
e anuncia a arteriosclerose
os recortes antigos e as fotografias amareladas.
Não deixe aos herdeiros esfaimados
nenhuma herança de papel.

Seja como os lobos: more num covil
e só mostre à canalha das ruas os seus dentes afiados.
Viva e morra fechado como um caracol.
Diga sempre não à escória eletrônica.

Destrua os poemas inacabados, os rascunhos,
as variantes e os fragmentos
que provocam o orgasmo tardio dos filólogos e escoliastas.
Não deixe aos catadores do lixo literário nenhuma migalha.
Não confie a ninguém o seu segredo.
A verdade não pode ser dita".

Lêdo Ivo.


É, Lobo Ivo, concordo com minha alma.
Mas os caninos devem mostrar seus dentes no átrio e na ágora,a verdade como cinzas alvejantes ao vento.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A razão e a loucura falam da mesma coisa.


O excêntrico e genial Zizek e o simpático, e também genial, Touraine, falam de uma nova versão da eterna briga "da direita vs a esquerda".




Zizek, filósofo esloveno, fala sobre uma nova divisão:"Zizek identifica a emersão de um partido que se posiciona a favor do capitalismo globalizado, geralmente com relativa tolerância ao aborto, direitos homossexuais, religião e minorias étnicas. E, em oposição a esse partido, há um agrupamento popular anti-imigrantes cada vez mais forte, que está acompanhado diretamente por grupos neofascistas. Nesse ambiente de despolitização das administrações pós-ideológicas – que, para Zizek, conforma uma 'dinâmica perigosa' –, a única maneira de mobilizar as pessoas é provocar o medo (ameaça imigrante, por exemplo).". Esta é uma dura visão social, longe da plataforma política, centro-direita vs centro-esquerda, que atualmente se apresenta no ocidente, e que estendia as suas teias.



Touraine, sociólogo francês, fala de um movimento xenófobo entranhado no pensamento europeu, e antes disso, do mesmo capitalismo pós-globalizado, capitalismo que já fugiu do controle das potências de viés liberal, e no construto individual da sociedade pós-revolução e de um modelo, relutante é ele agora em afirmar, mas não encontra outra palavra, fascista.

No primeiro, o socialismo agora está na vez, pois é no social que se preserva o homem, ou a nossa humanidade. O segundo também, mas não enquanto socialismo, pois não há espaço para o social, mas enquanto direitos humanos, temos que combater a violência, e a do estado principalmente - soa como Derrida.

Está obscuro para mim, estão falando de uma nova "moeda", de um novo valor, mais cru, mais direto, e então mais entregue ao radicalismo? O que vem por ai, uma sociedade de valores axiológicos diretos, claros e distantes, que não há mais saída senão o combate violento "casa a casa", rua de baixo contra a rua de cima?

Mais viceral o conceito, mais dogmático e menos ético.

Alain, de cima de sua sabedoria, pode dizer que a crise que agora está será social, será então normal?

Aqui você assiste a Alain Touraine, Milênio - Globonews.
http://globonews.globo.com/platb/milenio/2011/01/17/dom-da-premonicao/

Novo link da entrevista.
https://www.youtube.com/watch?v=nV4ApCsTwyU


"O absurdo mantêm sua mente aberta." Dr.Seuss.