sexta-feira, 4 de novembro de 2011

People of the Rainbow Gathering


http://www.behance.net/gallery/Rainbow-Gathering/1193675

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Saudações Lupinas: Drummond.

Itabira, 31 de Outubro de 1902 * a Rio de janeiro, 17 de Agosto de 1987+


"O homem vangloria-se de ter imitado o vôo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam."


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Você tem que desistir de tentar ter.



Essa é a sua vida.

Boa até a última gota, Não fica melhor do que isso.

Essa é sua vida, e está acabando um minuto por vez. Isso não é um seminário, Isso não é um retiro de fim de semana. De onde você está agora você não pode imaginar como será o fundo. Somente depois de um desastre podemos ressuscitar. Somente após você perder tudo que você está livre pra fazer qualquer coisa. Nada é estático, tudo é terrível, Tudo está desmoronando. Essa é sua vida, não fica melhor do que isso. Essa é sua vida, e está acabando um minuto por vez. Você não é um floco de neve belo e único, você é a mesma matéria em decomposição como todo o resto. Nós somos todos uma parte da mesma podridão. Nós somos a única merda que dança no mundo.

Você não é sua conta bancária. Você não é as roupas que veste. Você não é o conteúdo da sua carteira. Você não é seu câncer de intestino. Você não é seu “Grande latte”. Você não é o carro que você dirige. Você não é a porra da sua calça.

Você tem que desistir, Você tem que desistir! Você tem que ter Consciência de que um dia você vai morrer, Até saber disso você é inútil.

Eu digo: - Nunca me deixe estar completo.
Eu digo: - Que eu possa nunca estar contente.
Eu digo: - Me livre de móveis suecos!
Eu digo: - Me livre de sua arte inteligente.
Eu digo: - Me livre de pele limpa e dentes perfeitos.
Eu digo: - Você tem que desistir!
Eu digo: - Evolua, e deixe os pedaços caírem onde eles devem.

Essa é sua vida, Não fica melhor do que isso. Essa é sua vida, e está acabando um minuto por vez.

Você tem que desistir.

Você tem que desistir.

(Tyler Durden - O Clube da Luta)


sábado, 8 de outubro de 2011

A coisa mais importante do mundo.



Discurso de Naomi Klein, ativista militantes anticapitalistas Canadense.

Na Assembleia Geral do movimento Ocupar Wall Street

...

Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria.

Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.

Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.

Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo.

...

http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9518%2Fa-coisa-mais-importante-do-mundo

http://nicka77.wordpress.com/2009/02/13/naomi-klein/


Alguém espera a primavera americana?



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dança no abismo.

"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."

Nietzsche.

Agir fora do que determina o social, parecer com o monstro que combate, e ainda escolher o lado certo, agir com virtude, usar as ferramentas erradas, com as intenções certas, ao limite da insanidade, ao limite do desequilíbrio, e ainda assim, "se enganado, não mentir ao mentiroso", usar toda sua fúria para agir da maneira certa, seu ódio sublima na escolha que não há outra maneira, senão, escolher por toda humanidade. E assim, mesmo assim, conservar o coração puro. É impossível sem o desapego, sem o impassível ascetismo da negação do egoísmo, ascetismo como o de Cosme de Calvino, e de apenas desejar a justiça, "Com manobras de amor no precipício".



Alguns entendem...

sábado, 1 de outubro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Frutos da terra.


"Camarada, eu te ensinarei o furor!!!"

Andrè Gide.

"Tu não me dominarás, tristeza! Ouço um canto suave através das lamentações, dos soluços. Um canto cujas palavras invento a meu talante. Um canto que me fortalece o coração quando o sinto prestes a ceder. Um canto que encho com teu nome, Camarada, e com um apelo aos que com ânimo responderão:

Erguei-vos frontes inclinadas! Olhares voltados para os túmulos, erguei-vos. Não para o céu vazio, mas para o horizonte da terra. Para onde te conduzirão teus passos, Camarada, regenerado, valente, disposto a sair desses lugares empestados pelos mortos; deixa tua Esperança transportar-te para a frente. Não permitas que nenhum amor ao passado te retenha... Lança-te para o Futuro! A poesia, cessa de transferí-la para o sonho; saibas vê-la na realidade. E se não estiver nela ainda, coloca-a lá!

As sedes não estancadas, os apetites insatisfeitos, os frêmitos, as esperas vãs, as fatigas, as insônias... que tudo te seja poupado, ah, como o desejaria, Camarada! Inclinar para tuas mãos, teus lábios, os galhos de todas as árvores frutíferas. Fazer ruírem os muros, abaterem-se diante de ti as barreiras sobre as quais o açambarcamento ciumento acaba de escrever: "Entrada proibida. Propriedade particular". Obter enfim que te caiba a recompensa integral de teu trabalho. Erguer tua fronte e permitir enfim que teu coração se encha não mais de ódio e inveja, mas sim de Amor! Sim, permitir enfim que todas as carícias do ar, os raios do Sol e todos os convites à felicidade te atinjam.

Ó tu para quem escrevo – a quem chamava outrora por um nome que hoje se me afigura demasiado dorido, a quem eu agora chamo Camarada – não admitas mais nada de dorido no teu coração.

Saibas obter de ti o que torne a queixa inútil. Não implores mais de ourem o que podes obter.

Eu vivi; é tua vez agora. É em ti que doravante se prolongará minha juventude. Dou-te procuração. Se sentir que sucedes a mim, aceitarei melhor a morte. Transfiro-te minha Esperança.

Sentir-te corajoso permite-me deixar a vida sem lamentos. Toma minha alegria. Faze tua felicidade do aumento da de todos. Trabalha e luta e nenhum mal aceites que possas mudar. Cumpre que saibas repetir sem cessar: depende de mim! Ninguém se conforma sem covardia com todo o mal que depende dos homens. Deixa de acreditar, se jamais o acreditaste, que a sabedoria está na resignação; ou deixa de pretender à sabedoria.

Camarada, não aceites a vida tal qual a propõem os homens. Não cesses de te persuadir que ela poderia ser mais bela, a vida; a tua e a dos outros homens; não uma outra, futura, que nos consolasse desta e nos ajudasse a aceitar sua miséria. Não aceites! Quando começares a compreender que o responsável por todos os males da vida não é Deus, que os responsáveis são os homens, não te conformarás mais com esses males.

Não sacrifiques aos ídolos...."


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Genocídio, quando isso acaba?



Cenas fortes, que podem assustar pessoas sensíveis.



Resultado da resistência da ditadura Líbia, como forma de assustar e punir os rebeldes. Repete-se um fenômeno aterrorizante da imposição de ideia através da força, o genocídio, como capacidade de odiarmos o diferente ou manter privilégios.

Assim tropeça a humanidade... Assim ela o é.

domingo, 18 de setembro de 2011

#OccupyWallStreet


Watch live streaming video from globalrevolution at livestream.com

Quantos de vocês souberam que houve uma ocupação em Wall Street?

"A única coisa que temos em comum é que somos 99% do povo que não tolera a cobiça e corrupção de 1%", afirma um comunicado publicado no site "Occupy Wall Street".
https://occupywallst.org/

domingo, 11 de setembro de 2011

A civilização.


"Dois anos ele caminha pela terra. Sem telefone, sem piscina, sem animal de estimação, sem cigarros. Liberdade definitiva. Um extremista. Um viajante estético cujo lar é a estrada. Fugindo de Atlanta, não retornarás, porque "o Oeste é o melhor". E agora depois de dois anos errantes chega a última e maior aventura. A batalha final para matar o ser falso interior e concluir vitoriosamente a revolução espiritual. Dez dias e noites de trens de carga e pegando carona trazem-no ao grande e branco Norte. Para não mais ser envenenado pela civilização, ele foge e caminha sozinho sobre a terra para perder-se a natureza."

Alexander Supertramp - Maio de 1992

Os erros não se tornam verdadeiros por se difundir e multiplicar facilmente. Da mesma forma, a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver.


Mahatma Gandhi




quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Brasil não conhece o Brasil.


"É indispensável impedir o passado de construir o futuro. Quero dizer, é preciso tirar da gente que nos regeu e infelicitou através dos séculos o poder de continuar conformando e deformando nosso destino. No dia em que todo brasileiro comer todo dia, quando toda criança puder completar a escola, quando todo homem e toda mulher encontrar um emprego estável em que possa progredir, se edificará no Brasil a civilização mais bela deste mundo.Desejo apenas que algum jovem pense que é tempo de tomar esse país nas mãos, para construir aqui a beleza de nação que podemos e havemos de ser."

Darcy Ribeiro


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

McCord e Nietzsche.





"Na afirmação da morte ele se inventa, nada esta estabelecido. Nem a moral, nem deus, nem seu pai, nem o professor, nem o estado o determina, e sim, o momento supremo, aquele em que sua vontade é estabelecida, no enfrentamento. E nesse instante supremo, no seu gesto, ele enfrenta tudo que lhe é contraditório.", e assim escolhe, o sangue em sua farda o inventou novamente.





Especial Nietzsche - Viviane Mosé - Café Filosófico

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Wolves nie vergessen.


Tempos modernos, procurando a sua quimera ou Dandara,
E a esfinge da produção vem e te devora.
A roda então gira, moendo tudo que restara.

Tempos modernos, sua princesa ou seus sonhos de nada,
Mas, branca, branquinha, a minha esperança continua imaculada,
E então esperando, pela a grande esfinge, ser devorada.

E o mesmo que antes, acordar ensanguentado no seu campo de batalha.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

Mundo livre.



O que sempre me deixou consternado é a capacidade do homem tornar outro homem seu escravo, em nome de um deus, do dinheiro ou da violência. Através destas artimanhas, algumas desprezíveis, como a economia global, racismo e sua variação, a xenofobia, sexismo e o especismo - aqui com outro ser vivo, e isso para ter uma "banheira de ouro" - prefiro um dia de sol num rio ou a água da chuva - para mostrar para seus cupinchas o que o seu poder lhe traz de benefício. Mas é assim, sempre foi, e será ainda por muito tempo. Eu que tenho esta mania de pensar em um mundo utópico, como os clãs escoceses na idade média e os dos mongóis pré-históricos, os índios na antiguidade americana ou as tribos na nova guiné. E não, não sou um pensador como Rosseau, se bem que a princípio acho válido, tendo mais para Thoreau e a desobediência civil. Os grandes feitos, a glória, o "nome na história" que moveu esse grandes conquistadores do nada, essa ambição por mais, e que tolamente só destrói o outro lado da "humanidade", ou mesmo o planeta, mas somos assim. Nietzsche explica e espera que o super-homem sobreviva, o ser individualmente completo, que se basta em si, que não sofre influência do estado, da moral estabelecida, da "glória egoísta" ou do poder pelo poder. E assim, de forma anárquica e responsável, ser por todos, e que todo ser senciente tenha direito a este planeta e a vida.

E daí, me pergunto, a que serve todo poder? A que serve todas as ditaduras?



"Eu vejo uma mulher na noite com um bebe em suas mãos
Debaixo de um velho poste de luz ao lado de uma lixeira
Agora, ela joga a criança fora e vai embora
Ela odeia a sua vida e o que ela fez..."


Continuem "cantando rock" por um mundo livre!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Double Lennon.





Com Lennon e pelo mundo, dê uma chance a paz e conte comigo.





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

animals



"I think I could turn and live with the animals, they are so placid and self contained;
I stand and look at them long and long.
They do not sweat and whine about their condition;
They do not lie awake in the dark and weep for their sins;
They do not make me sick discussing their duty to God;
Not one is dissatisfied-not one is demented with the mania of owning things;
Not one kneels to another, nor his kind that lived thousands of years ago;
Not one is responsible or industrious over the whole earth."



Creio que eu poderia transformar-me e viver como os animais.
Eles são tão calmos e donos de si!
Detenho-me para contemplá-los sem parar.
Não se atarantam nem se queixam da própria sorte;
Não passam a noite em claro, remoendo suas culpas,
Nem me aborrecem falando de suas obrigações para com Deus.
Nenhum deles se mostra insatisfeito;
Nenhum deles se acha dominado pela mania de possuir coisas;
Nenhum deles fica de joelhos diante de outro,
Nem diante da recordação de outros da mesma espécie que viveram há milhares de anos.
Nenhum deles é respeitável ou desgraçado em todo o amplo mundo.


sábado, 6 de agosto de 2011

Liberdade e genocídio.



Chamar um genocídio moderno, como o do final da II Grande Guerra, de rosa, só dá para permitir como licença poética, no máximo seria um cogumelo venenoso, não, nem isso, o cogumelo não tem a intenção de matar. A música é tocante e a letra sublima um momento nefasto de tal forma que só a arte tem o direito de fazer. E o fato é um ápice da "Estúpida e inválida" ação humana, a partir do pensamento, também nefasto, nascido na então esquálida Europa, que tinha sido o berço da "civilização", mas passava por uma crise de ideal e econômica.

Um pensamento nascido numa terra então infértil de esperança e cheio de "Rotas alteradas", foi base do totalitarismo, de um nacionalismo xenófobo e na violência do estado. Tudo isto permeado por uma visão religiosa e iluminista deturpada e baseada nas técnicas de propaganda em massa e culto a personalidade e de signos – Tudo que não é muito estranho a humanidade – que deu no holocausto como destino do absurdo no humanismo, que nem para eles era o motivo fim, mas apenas uma extirpação de um mal, uma limpeza.

Mas mesmo toda essa inquietação não admite o que veio depois, na corrida armamentista do racional a partir de conceitos físicos modernos, a criação da bomba atômica, e com o motivo de finalizar mais rapidamente a guerra aguerrida contra os filhos do sol nascente, foi usada de forma indiscriminada contra civis, para causar o maior temor possível, e não contra alvos militares onde o alvo menor era passível de erro e de movimento pífio, e enfim, contra alvos econômicos, talvez com o motivo escuso de enfraquecer ainda mais o derrotado. Todos os motivo racionais para causar o mais espetacular e tétrico flagelo a todos nós, humanos, e aos japoneses em particular. E em nome da liberdade, o ideal humanista pelo iluminismo. E que foi ainda perpetuado por vários anos e exigiu mais vidas, como preço durante a guerra fria, tudo pelo poder econômico e mercantilista.

Só dá para entender tudo isto reconhecendo a contradição humana, onde o maior armamento já pensado, trouxe a paz, mas não a Paz, pois era só medo. Medo que não existe no regime totalitarista e teocrático. E é este o absurdo que vivemos atolados até o pescoço.

Escreveu o velho Hank:

“…

Radiated men will eat the flesh of radiated men

The sea will be poisoned

The lakes and rivers will vanish

Rain will be the new gold

The rotting bodies of men and animals will stink in the dark wind

The last few survivors will be overtaken by new and hideous diseases

O velho solitário, e sacana, entendeu muito bem o nosso tempo.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Churrasco metafísico.


Se houvesse um deus, ele deveria dançar, beber e amar às mulheres, e claro, preparar o melhor churrasco e ter a melhor cerveja, bem gelada.

Do resto, de nossas preocupações mundanas, do nosso moralismo funesto, dos dogmas que entorpecem a vida por outra no porvir, depois da morte, ele gargalharia, comprimindo os ombros. Com sua camisa branca e bermuda azul, abrindo um sorriso largo de dentes intramelados, com gordura da linguiça na sua barba e um charuto cubano apagado no canto da boca.

Derrubaria a cerveja no chão, e quase furaria meus olhos com o espeto de maminha... E diria, "Como vocês, os homens, são idiotas!"



sábado, 23 de julho de 2011

Luto no R&B...



*Londres, 14 de setembro de 1983, +Londres, 23 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Perca todas as ilusões!



"Perca todas as ilusões! Você não precisa ser uma celebridade, nem precisa ser rico, nem a ciência resolve todos os seus problemas, nem a religião pode melhorar você e nem a tecnologia tem todas as soluções. Assegure-se disto e seja feliz!"


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Estou Cansado.


Estou Cansado

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Liberdade!



Livremos o mundo do misticismo e da tirania... Tenhamos espíritos livres!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia internacional do Rock... Around The Clock.



Onde tudo começou...


Burn, burn, burn...

Ginsberg, Leary e Lilly.


"Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira,mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas."
Jack Kerouac

Por ele mesmo, "Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente."

terça-feira, 12 de julho de 2011

Homens frívolos, Mr. Kundera?




"Mais tarde é que compreendi que o namoro com o futuro é o pior dos conformismos, a covarde adulação do mais forte. Pois o futuro é sempre mais forte que o presente. É realmente ele, com efeito, que nos julgará. E, certamente, sem nenhuma competência." Kundera.


Menos um ponto para a humanidade...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Frivolidades, Mr. Kundera!



A Vantagem da Frivolidade

O respeito que a tragédia inspira é muito mais perigoso do que a despreocupação de um chilrear de criança. Qual é a eterna condição das tragédias? A existência de ideias, cujo valor é considerado mais alto do que o da vida humana. E qual é a condição das guerras? A mesma coisa. Obrigam-te a morreres porque existe, dizem, alguma coisa que é superior à tua vida. A guerra só pode existir no mundo da tragédia; desde o começo da sua história, o homem apenas conheceu o mundo trágico e não é capaz de sair dele. A idade da tragédia só pode ser encerrada por uma revolta da frivolidade. As pessoas já só conhecem da Nona de Beethoven os quatro compassos do hino à alegria que acompanham a publicidade dos perfumes Bella. Isso não me escandaliza. A tragédia será banida do mundo como uma velha cabotina que, com a mão no peito, declama em voz áspera. A frivolidade é uma cura de emagrecimento radical. As coisas perderão noventa por cento do seu sentido e tornar-se-ão leves. Nessa atmosfera rarefeita, desaparecerá o fanatismo. A guerra passará a ser impossível.

Milan Kundera, in "A Imortalidade"

domingo, 10 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

A glória e o poder.



"A glória é o capuz de um crime, e este crime sem o capuz é o poder"

Diógenes, o cínico.



sábado, 25 de junho de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XVIII.


A Base de Toda a Metafísica

Walt Whitman, in "Leaves of Grass".

E agora, cavalheiros, eu vos deixo
uma palavra
que fique nas vossas mentes
e nas vossas memórias
como princípio e também como fim
de toda a metafísica.

(Tal qual o professor aos estudantes
ao encerrar o seu curso repleto.)

Tendo estudado antigos e modernos,
sistemas dos gregos e dos germânicos,
tendo estudado e situado Kant,
Fichte, Schelling e Hegel,
situado a doutrina de Platão,
e Sócrates superior a Platão,
e outros ainda superiores a Sócrates
buscando pesquisar e situar,
tendo estudado bastante o divino Cristo,
eu vejo hoje reminiscências daqueles
sistemas grego e germânico,
deparo todas as filosofias,
templos e dogmas cristãos encontro,
e mesmo sem chegar a Sócrates eu vejo
com absoluta clareza,
e sem chegar até o divino Cristo,
eu vejo
o puro amor do homem por seu camarada,
a atração de um amigo pelo amigo,
de uma mulher pelo marido e vice-versa
quando bem conjugados,
de filhos pelos pais, de uma cidade
por outra, de uma terra
por outra.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Todos os poemas têm lobos dentro XVII.

Cântico negro

José Régio


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

O bom e velho...


Mannish Boy, Muddy Waters.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A diversidade.



La diversité = "Liberté, Egalité, Fraternité".

Pela diversidade, igualdade e fraternidade.

domingo, 19 de junho de 2011

Saudação Lupina: José Saramago.


Saramago (*16 de Novembro de 1922 , +18 de Junho de 2010)


Poema à boca fechada

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.



Um ano sem o velho sábio.

Parabéns, Chico!




A juventude revolucionária brasileira vai fazer 70 anos, vencemos a ditadura, mas caímos numa pasmaceira de engôdos e falácias e de permissividade, e isso não é piada, eu estou chorando aqui. Mas, mesmo assim, parabéns, Chico! Muitos anos de vida!

Mesmo Chico não sendo um expoente da tropicália, o único movimento importante depois disto seria o Funk dos morros cariocas? Sigamos em frente...

Livrai-nos do mal, Sartre! Amém!

“O QUE QUEREMOS, DE FATO, É QUE AS IDÉIAS VOLTEM A SER PERIGOSAS"
A Internacional Situacionista pichou nos muros em 68, na França.


Post com parceria do Amigo Hudson, parceiro no jogo ruim do Flamengo, contra o fiel escudeiro Botafogo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Para ler: Top 100 de não-ficção.


Confesso, preciso ler mais, mais, e... Sempre.

http://www.revistabula.com/posts/listas/os-100-maiores-livros-de-nao-ficcao

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Imersos em nossa soberba.



Incrível e simbólica foto sobre a nossa ignorância e burrice de não saber tratar o lixo e o consumo desenfreado.

Mais no link do IG: http://especiais.ig.com.br/zoom/dia-mundial-do-meio-ambiente-cenas-de-reciclagem-pelo-mundo/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Museus e o Google.





Esse belo projeto do google, Art Project, merece ser visto. São 17 museus no mundo, e com os recursos do Google, como o street view. Mas o mais arrepiante é quando você dá o zoom na resolução das fotos, na lateral esquerda embaixo. Ponto para o Google.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Onde está Clark Kent?


O homem é a ponte para o super-homem, então o meio da transmutação dos valores é o homem, mas em quê este homem deve mudar, o que é o dever-ser?

Nietzsche coloca que a moral, bom e mal, vem da dualidade de Sócrates, quando definiu o "filósofo submisso", onde tudo deveria ser valorado no divino, a partir do mundo das idéias que é perfeita e onde nasce a razão, e que associava o bom ao nobre, o aristocrático, ao apolíneo.

E sendo então invertido pela visão judaico-cristã, que a deturpa, onde o bom é o fraco, e nascendo do pensamento "tu és mau, logo eu sou bom".

Nietzsche então diz que "o instinto é uma força afirmativa e criadora.", afirma dionisicamente a vida, e retirou da metafísica o valor, e que a existência do homem é multiplicidade e estas idéias na consciência é interpretada por sinais, e não no que é certo ou errado, verdadeiro ou falso.

Mas na negação da vida, pelo niilismo, a vontade de potência se torna dominação, esta má consciência, mostra o quanto podemos ser impuro, e a vida não sendo o valor supremo, seria um erro, pois os homens não são iguais e vencerá "o tirano em nós". E vencendo a razão e nossa consciência.

E é ingênuo crer que os homens têm boas disposições para com os outros. “Os homens só nutrem qualquer tipo de sentimento, bom ou mau, favorável ou desfavorável, por aqueles que lhe são de alguma forma próximos”.

Como então decidir por toda humanidade sem mudar estes conceitos?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Uivos cantados X.




Um dia eu a deixarei...


É.

E ela vai chorar, pelos momentos que não tivemos, pelo o que nunca foi, mas... eu também.

E olharei para a varanda, de onde não acenam, das ruas onde coloquei cada pedra, das casas onde reboquei cada tijolo, e não caminhamos de mãos dadas por lá.

Sentirei saudade...

Das cartas que não li, e nem escrevi. Das manhãs de sol, dos dias de chuva, longe dela, e ela...

De mim.

O carteiro será meu inimigo.

A caixa do supermercado não pode saber como eu sofro, e dá vontade de perguntar se ela sofre, como eu. Nem o entregador da farmácia eu encaro, mas pergunto se o remédio que ele trás aplaca minha dor, e pergunto, se ela o pediu também. Não, nem o encaro.

Fujo de meus amigos e de suas estúpidas alegrias...

Levantar de manhã é duro, encarar a rua, impossível. Não sou... Nem tento mais.

Por isso desisto, até de pensar de um dia, de um dia a deixar. É inconcebível.


domingo, 15 de maio de 2011

Pela liderança da matilha VIII.





"A razão pela qual me recuso a ver o Existencialismo como apenas mais um modismo francês, ou uma curiosidade histórica, é porque ele tem algo muito importante a nos oferecer neste novo século.

Acho que estamos perdendo as virtudes de vivermos apaixonadamente, de assumirmos a responsabilidade por quem somos, de tentarmos realizar algo e nos sentirmos bem em relação à vida. O Existencialismo é, às vezes, visto como uma filosofia do desespero... mas eu penso que ele é o contrário. Sartre disse, certa vez, que nunca teve um dia de desespero em sua vida. O que esses pensadores nos ensinam não é tanto uma sensação de angústia, mas sim uma exuberância de sensações. Como se sua vida fosse a sua obra a ser criada. Eu li os pós-modernos com interesse, com admiração até, mas sempre tenho uma péssima e incômoda sensação de que algo essencial está sendo deixado de fora.

Quanto mais se fala sobre o ser humano como um construto social ou uma confluência de forças, ou como fragmentado ou marginalizado, o que apenas se faz é abrir todo um novo universo de desculpas. Quando Sartre fala de responsabilidade, não é abstrato. Não se trata do tipo de eu ou de alma de que falam os teólogos. É algo bastante concreto. É eu e você conversando, tomando decisões, fazendo as coisas e assumindo as conseqüências.

Há seis bilhões de pessoas no mundo, é verdade. No entanto, suas ações fazem diferença. Fazem diferença em termos materiais, e fazem diferença para outras pessoas. E ainda servem de exemplo.

Concluindo, penso que a mensagem aqui é: não devemos jamais nos eximir e nos vermos como vítimas de várias forças. Quem nós somos é sempre uma decisão nossa."

Robert Solomon - (1943* - 2007+)
professor de Filosofia
Universidade de Austin - Texas.


No filme-animação "Walking Life", indico.

sábado, 7 de maio de 2011

Billie, Yesterdays.





A eternidade é quando somos lançados a um lugar atemporal, em um instante...

O tempo de uma música de verdade, por exemplo.